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339. Festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
1, 47-51)

Naquele tempo, Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: "Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade". Natanael perguntou: "De onde me conheces?" Jesus respondeu: "Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi". Natanael respondeu: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel". Jesus disse: "Tu crês porque te disse: "'Eu te vi debaixo da figueira'? Coisas maiores que esta verás!" E Jesus continuou: "Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem".

A vida do homem sobre a terra, lembra-nos o sábio Jó, não é senão luta e desassossego (cf. 7, 1). Como peregrinos, vivemos neste mundo sem ter morada definitiva, porque a nossa pátria verdadeira está acima das nuvens, está no Céu, junto de Deus. Até que lá cheguemos, porém, temos de sobreviver a este desterro e aos inúmeros perigos que nele há, às diversas emboscadas que ao longo do caminho nos arma a astúcia de Satanás. Ora, assim como o Senhor enviara um anjo para guardar o povo de Israel até a chegada à Terra Prometida, assim também Ele envia à sua Igreja — novo Israel — anjos custódios que a guiem e protejam até o seu triunfo derradeiro na glória celeste. É o que nos recorda a festa que hoje celebramos com especial alegria: os santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, com efeito, são os três principais instrumentos de que se serve Deus para conduzir os membros de sua Igreja às moradas eternas. Embora pequenos na hierarquia celeste, estes três anjos — e Miguel, de modo particular — são prova de que é pela humildade que se vence a soberba do demônio; é pois pelo reconhecimento da própria pequenez que é possível tornar-se grande aos olhos do Altíssimo, que resiste aos orgulhosos (cf. Tg 4, 6) e a quem nada nem ninguém pode superar em grandeza, poder e santidade. A Ele glória e louvor pelos séculos sem fim.

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