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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 8, 28-34)

Naquele tempo, quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles então gritaram: “Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”.

Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”.

Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.

Celebramos hoje a memória de S. Isabel de Aragão, Rainha consorte de Portugal. Embora no Brasil haja pouco devoção a esta santa, é muito importante conhecer e meditar a sua vida, já que Isabel, elevada pela Igreja à honra dos altares, foi modelo de mãe, esposa e católica. Apesar de a sua condição real e nobre nos causar às vezes a sensação de certo “distanciamento”, a sua história é mais uma prova de que Deus não faz acepção de pessoas nem priva ninguém, rico ou pobre, das graças necessárias para chegar à santidade. S. Isabel foi casada com d. Dinis I, Rei de Portugal e do Algarve, que durante longos anos foi infiel aos compromissos matrimoniais, traindo-a com várias nobres portuguesas. Isabel, no entanto, manifestou sempre grande preocupação pela salvação eterna do marido: mais do que indignação por saber-se traída e compartilhar o leito com um esposo adúltero, a santa de Aragão sentia aquele zelo que só um coração cheio de caridade pode sentir diante do pecado, que tanto ofende a Deus, põe em risco de condenação a quem o pratica e gera escândalo entre os que o presenciam. A sua abnegação como esposa, paciente nas humilhações e solícita pela alma do consorte, não ficava abaixo de sua ternura de mãe e conciliadora, capaz de serenar e levar ao perdão o ânimo revoltoso com que o filho, d. Afonso IV, opunha-se aos desmandos e à infidelidade do rei. S. Isabel, nesse sentido, é um exemplo imortal das virtudes que todas as famílias devem imitar: esquecimento de si, preocupação incondicional pelo outro, espírito de conciliação e paz, prontidão para perdoar, silêncio para não murmurar, constância na oração pelos familiares e muito zelo pela honra de Deus, amado sobre todas as coisas. Que Deus se digne conceder-nos a graça de seguirmos os passos de S. Isabel, para que, perdoando sempre e em tudo buscando a paz, sejamos dignos de gozar das alegrias eternas.

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