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Memória de Santo Ambrósio de Milão

“Cristo”, dizia S. Ambrósio, “é tudo para nós: se queres curar-te duma ferida, Ele é o médico; se estás a arder de febre, Ele é a fonte; se estás oprimido pela iniquidade, ele é a justiça; se precisas de ajuda, Ele é a força; se temes a morte, Ele é a vida; se desejas o céu, Ele é o caminho; se estás nas trevas, Ele é a luz”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 9, 35–10, 1.6-8)

Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade.

Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”

E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.

Enviou-os com as seguintes recomendações: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”

S. Ambrósio de Milão, cuja memória celebramos hoje, teve a graça de nascer no seio de uma família profundamente cristã. Seus dois irmãos, Marcelina, virgem consagrada, e Sátiro, leigo piedosíssimo, pertencem ao número dos santos de que a Igreja se gloria de ter nutrido e entregado a Deus. Mas, apesar do ambiente cristão em que nasceu, Ambrósio permaneceu catecúmeno até os trinta e cinco anos, quando então, devido ao zelo com que procurou apaziguar as disputas entre católicos e arianos em sua província, foi aclamado Bispo de Milão, após receber num espaço curto de tempo o Batismo e os demais graus do sacramento da Ordem. Sem ter passado por um “seminário”, no sentido atual da palavra, e tendo uma formação restrita ao campo das Artes Liberais, Ambrósio viu-se encarregado, de um dia para o outro, de confirmar na fé as almas que o Senhor lhe confiara. Sem se desesperar, as mãos que batizariam ninguém menos que S. Agostinho meteram-se nos livros para conhecer a fé mais a fundo, não com um conhecimento “enciclopédico” e “livresco”, mas meditado, vivido, saboreado durante horas e horas de oração e diálogo com a Palavra encarnada. Deu-nos assim um exemplo valioso de como deve ser o nosso aprofundamento na fé: devemos unir estudo e oração, teologia e vida espiritual, fazer daquilo que aprendemos no Catecismo matéria para a nossa conversa íntima com Jesus, que está em nossos sacrários à espera de que o procuremos para conhecê-lo e falar-lhe de seus mistérios, de suas maravilhas, das verdades que Ele nos revelou para a nossa salvação. Que neste tempo de Advento saibamos seguir o exemplo de S. Ambrósio, que sempre com valentia pregou o dogma da Encarnação do Filho de Deus, e, buscando sempre a verdade da Palavra divina, possamos preparar-nos melhor para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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