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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 5, 17-19)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento.

Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.

Hoje, celebramos a memória litúrgica de S. Antônio de Lisboa, por seu lugar de nascimento (no ano de 1191); de Pádua, por seu lugar de falecimento (em 1231); e do céu, por seu lugar de eterno descanso e glória. S. Antônio, cuja língua permanece incorrupta até hoje, foi um estrênuo pregador do Evangelho. De fato, os seus conhecimentos das S. Escrituras eram tão profundos e encontravam-se tão arraigados em seu coração que ele chegou a memorizar a Bíblia inteira, razão por que era conhecido popularmente como “Arca da Aliança”. Mas, apesar de seus grandes e notórios talentos, S. Antônio sempre exerceu o ministério da pregação com humildade, com aquele coração simples e desprendido que é a marca característica da Ordem dos Frades Menores, à qual se transferiu após ser ordenado padre entre os Cônegos Regulares de S. Agostinho. Seus sermões, repletos de doutrina e unção espiritual, eram o resultado de um espírito não só aplicado e estudioso, mas sobretudo humilde e discreto, sempre consciente de que só pode ser eficaz a pregação por palavras se o pregador der antes o exemplo de sua vida, de sua própria conversão interior. Roguemos, pois, a S. Antônio de Lisboa e peçamos-lhe que, por sua intercessão junto de Deus, alcance aos que foram investidos do dever de anunciar o Evangelho a graça de pregarem, não só de boca, mas também com as boas obras de uma vida limpa, casta e penitente. — S. Antônio de Lisboa, rogai por nós!

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