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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7, 21-29)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.

Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

A Igreja celebra hoje a memória de S. Irineu de Lião, bispo e mártir do século II que combateu sem descanso o gnosticismo. Sua obra mais conhecida, Adversus Hæreses (“Contra as heresias”), permanece profundamente atual não só pelos argumentos que oferece contra erros que, de um modo ou de outro, continuam espalhados por aí, ainda que com diferentes roupagens, mas também por nos lembrar que não é próprio de um católico seguir as modas “intelectuais” do tempo, que se travestem de erudição e, com tola soberba, pretendem rejeitar a tradição bimilenar da Igreja, acolhida por santos e Doutores, defendida e aprofundada pelo Magistério eclesiástico, regra próxima da fé para todo cristão. Um fiel, para manter-se no caminho seguro da fé reta e verdadeira, tem de prestar ouvidos, não aos homens, mas à Igreja, pois é Cristo mesmo quem fala por meio dela: “Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10, 16). Na época de S. Irineu, os modismos de escola se apresentavam como falsos “misticismos”, prometendo, mediante doutrinas arcanas e acessíveis apenas a uns poucos iniciados, uma salvação seletiva, de índole puramente intelectual; hoje, os erros querem parecer “ciência”, exibindo-se, como garantia de sua presumida respeitabilidade, em revistas especializadas, em salas universitárias, em livros mal escritos e de pior digestão. Que, a exemplo de S. Irineu, fortalecido pelo Espírito Santo para poder derramar o próprio sangue em defesa da doutrina cristã, possamos também nós, sempre fiéis ao Magistério perene da Igreja, preservar incorrupta e incontaminada a única fé pregada pelos Apóstolos e, por eles e seus sucessores, transmitida a nós sem perda nem acréscimo.

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