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594. Memória de São Charbel Makhluf

O santo e eremita cuja memória celebramos hoje ensina-nos que a oração cristã, longe de ser um conjunto de fórmulas mágicas que “forçam" Deus a fazer o que queremos, consiste em falar a Cristo na intimidade, em entrar em contato pessoal com Aquele cuja vontade devemos aceitar e cumprir sempre.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
12, 38-42)

Naquele tempo, alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: "Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti". Jesus respondeu-lhes: "Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas.

Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas.

No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão".

Fazemos nesta segunda-feira memória de São Charbel Makhluf, eremita libanês do século XIX, também conhecido em português como São Sarbélio. Este santo hieromonge, uma das honras da igreja siríaca maronita, tem muito a dizer-nos sobre o Evangelho hoje proclamado, em que alguns mestres da Lei e fariseus instam Nosso Senhor a dar-lhes um sinal (lt. miraculum). Jesus, porém, não cede a esta tentação baixíssima, pois sabe que o que Lhe é pedido provém, não dum coração que sabe rezar direito, mas da curiosidade vã, do desejo de ver portentos, de querer de Deus confirmações extraordinárias do seu poder. E foi justamente São Charbel quem em tantas ocasiões ensinou que a oração cristã nada mais é do que se abrir a Cristo e dialogar com Ele na intimidade, como quem quer conhecê-lO mais, dá-lO a conhecer melhor, servi-lO com mais prontidão, amá-lO com melhor disposição. De fato, para nós, cristãos, orar não é fazer "feitiçaria" ou "mandinga", repetir palavras mágicas à espera de que tudo suceda conforme a nossa vontade.

"Atribuir eficácia exclusiva à materialidade das orações", ensina-nos a este propósito o Catecismo da Igreja Católica, "sem levar em conta as disposições interiores que elas exigem é cair na superstição" (CIC, n. 2111), ou seja, é apegar-se àqueles resquícios de paganismo que em nós ainda não foram evangelizados. Porque Deus ouve mais o que sai do coração do que dos lábios do homem. Se rezamos na expectativa de sermos ouvidos à força de palavras e fórmulas "encantadas" (cf. Mt 6, 7), nossa oração não passa de um coaxar de sapos aos ouvidos de Deus, que não se rebaixa para satisfazer a nossa curiosidade tola e malsã, os nossos desejos insensatos e egoístas. Que a nossa oração seja, de fato, um falar ao Senhor na amizade e no amor; que seja o momento em que pedimos e recebemos a graça de querer o que Ele quer pelo simples fato de Ele o querer. Roguemos hoje a São Charbel que interceda por nós e nos alcance dAquele a quem tanto amou o dom da oração, a fim de, mortos para nós mesmos, sermos um sinal de Cristo diante dos homens.

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