CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Evangelize compartilhando!
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®

Memória de São Charbel Makhluf

O santo e eremita cuja memória celebramos hoje ensina-nos que a oração cristã, longe de ser um conjunto de fórmulas mágicas que “forçam" Deus a fazer o que queremos, consiste em falar a Cristo na intimidade, em entrar em contato pessoal com Aquele cuja vontade devemos aceitar e cumprir sempre.

Texto do episódio

Texto do episódio

imprimir

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
12, 38-42)

Naquele tempo, alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus: "Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti". Jesus respondeu-lhes: "Uma geração má e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas.

Com efeito, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra. No dia do juízo, os habitantes de Nínive se levantarão contra essa geração e a condenarão, porque se converteram diante da pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas.

No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará contra essa geração, e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão".

Fazemos nesta segunda-feira memória de São Charbel Makhluf, eremita libanês do século XIX, também conhecido em português como São Sarbélio. Este santo hieromonge, uma das honras da igreja siríaca maronita, tem muito a dizer-nos sobre o Evangelho hoje proclamado, em que alguns mestres da Lei e fariseus instam Nosso Senhor a dar-lhes um sinal (lt. miraculum). Jesus, porém, não cede a esta tentação baixíssima, pois sabe que o que Lhe é pedido provém, não dum coração que sabe rezar direito, mas da curiosidade vã, do desejo de ver portentos, de querer de Deus confirmações extraordinárias do seu poder. E foi justamente São Charbel quem em tantas ocasiões ensinou que a oração cristã nada mais é do que se abrir a Cristo e dialogar com Ele na intimidade, como quem quer conhecê-lO mais, dá-lO a conhecer melhor, servi-lO com mais prontidão, amá-lO com melhor disposição. De fato, para nós, cristãos, orar não é fazer "feitiçaria" ou "mandinga", repetir palavras mágicas à espera de que tudo suceda conforme a nossa vontade.

"Atribuir eficácia exclusiva à materialidade das orações", ensina-nos a este propósito o Catecismo da Igreja Católica, "sem levar em conta as disposições interiores que elas exigem é cair na superstição" (CIC, n. 2111), ou seja, é apegar-se àqueles resquícios de paganismo que em nós ainda não foram evangelizados. Porque Deus ouve mais o que sai do coração do que dos lábios do homem. Se rezamos na expectativa de sermos ouvidos à força de palavras e fórmulas "encantadas" (cf. Mt 6, 7), nossa oração não passa de um coaxar de sapos aos ouvidos de Deus, que não se rebaixa para satisfazer a nossa curiosidade tola e malsã, os nossos desejos insensatos e egoístas. Que a nossa oração seja, de fato, um falar ao Senhor na amizade e no amor; que seja o momento em que pedimos e recebemos a graça de querer o que Ele quer pelo simples fato de Ele o querer. Roguemos hoje a São Charbel que interceda por nós e nos alcance dAquele a quem tanto amou o dom da oração, a fim de, mortos para nós mesmos, sermos um sinal de Cristo diante dos homens.

Material para Download
Texto do episódioMaterial para downloadComentários dos alunos

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.