Não seja outro Lúcifer!
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Não seja outro Lúcifer!

Lúcifer encheu-se tanto de si que acabou na desgraça, sem poder contemplar a Deus face a face. Já a Virgem Maria, vazia de si mas cheia da graça, está junto de Deus, mais gloriosa do que todos os anjos e todos santos juntos.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 14, 1.7-11)

Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: “Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.

No Evangelho de hoje, Jesus ensina que o caminho da humildade é o caminho para o céu. Vejamos a narração. Jesus foi, em dia de sábado, convidado para comer na casa de um dos chefes dos fariseus e notou que os convidados disputavam os primeiros lugares. O Senhor então propôs-lhes contrário do que faziam: “Quando fores convidado, ocupa o último lugar porque, se te puseres no primeiro, quem sabe se não te hão de expulsar dali, pondo em teu lugar alguém mais importante? Mas se buscares o último lugar, o dono da casa pode chegar e dizer: Amigo, vem mais para cima, ou seja, toma um lugar de destaque”. A conclusão é: Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. Eis o resumo do Evangelho de hoje.

Nosso Senhor ensina que o caminho para o céu passa pela humildade, o que não quer dizer mediocridade, pois nós cristãos temos uma vocação elevada, chamados como somos a ser grandes santos. Ora, um grande santo é quem está tão unido a Deus, que já neste mundo começa a agir e comportar-se de forma divina. O santo conhece as coisas de Deus e as ama de tal maneira que, quando o vemos, pensamos: “Isso só pode ser efeito de uma ação divina!”

Mas como se chega à santidade? A maioria pensa que, de tanto se esforçar para ser melhor, é possível subir os degraus da perfeição até alcançar a “meta”. No entanto, há uma contraindicação nesse método: quem procura ser cada vez melhor por si mesmo, isto é, por suas próprias forças, expõe-se ao perigo de se transformar em outro Lúcifer, um anjo de luz, mas soberbo e “autossuficiente”. A soberba do diabo mostra que quem se exalta acaba humilhado. Lúcifer quis tomar o lugar de Deus, mas foi precipitado do alto do céu às profundezas do inferno.

O que então nos cabe fazer? Não temos melhor modelo que o de Nossa Senhora, escrava humilde do Senhor. Quem se humilha será elevado, diz Jesus no Evangelho. Essa frase sintetiza a vida da Virgem Santíssima, para cuja humildade Deus olhou e, por isso, operou maravilhas em favor dela. Nossa Mãe Santíssima se humilhou, seguiu o caminho da obediência e da pequenez, servindo a Deus no escondimento. Também assim Nossa Senhora esmagou a cabeça da serpente. 

Os exorcistas relatam que os demônios reagem ao nome de Nossa Senhora tanto quanto ao de Jesus. Obviamente, Jesus é mais poderoso do que Maria, porque ele é a fonte do poder e da salvação; Maria é somente a humilde serva do Senhor. No entanto, Satanás é especialmente humilhado por Nossa Senhora, porque ele nunca conseguiu pôr as garras nojentas sobre ela. Maria era tão humilde e pequenina, que só tinha olhos para Deus, por isso o diabo nunca conseguiu seduzi-la. Esquecida de si, Nossa Senhora esteve sempre totalmente entregue a Deus: Eis aqui a escrava do Senhor.

A derrota de Satanás na vida da Virgem Santíssima é para nós um caminho, um luzeiro para entender que precisamos, antes de tudo, derrotar dentro de nós a soberba e o orgulho. Só assim daremos lugar à humildade de quem se reconhece dependente de Deus e de sua graça. A Virgem é a cheia de graça porque se esvaziou de si mesma.

Quando rezamos uma Ave-Maria, o inferno treme: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco!” Lúcifer odeia ouvi-lo porque sabe não ter graça alguma; ao contrário, está para sempre condenado à desgraça. Encheu-se tanto de si, que acabou no inferno, sem poder contemplar a Deus face a face. Já a Virgem Maria, vazia de si mas cheia de graça, está hoje na glória de Deus, mais gloriosa que todos os anjos e santos juntos.

Aprendamos o caminho da humildade, Sejamos pequeninos diante de Deus. Ele quer, sim, fazer de nós grandes santos. No entanto, o caminho da santidade não está em nos elevarmos, mas em nos humilharmos debaixo da poderosa mão de Deus e lançarmos sobre Ele nossas preocupações, pois é Ele quem cuidará de nós. O caminho da humildade foi percorrido pelo próprio Cristo Senhor: embora fosse igual a Deus, não se apegou ciosamente ao seu ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo e se fez escravo, obediente até a morte e morte de cruz (cf. Fl 2,6ss). Esse é o caminho pelo qual precisamos andar, imitando Nosso Senhor e sua Mãe santíssima, a fim de ser esmagada em nossas vidas a cabeça da serpente.

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