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1216. É no coração que nasce a devoção

Jesus, ao repreender o farisaísmo, não proíbe nem condena o culto externo que lhe prestamos, mas insiste sobre a necessidade de uma reta disposição interior: “Quero misericórdia e não sacrifício”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 12, 1-8)

Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!”

Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?

Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

No Evangelho de hoje, Jesus se encontra em mais uma controvérsia com os judeus acerca das observâncias legais e, para confutar seus adversários, cita-lhes a seguinte passagem de Oséias: “Quero a misericórdia e não o sacrifício” (Os 6, 6). O que quis dizer o profeta e o que nos quer ensinar o Senhor? É importante saber que, no texto hebraico, a palavra empregada por Oséias, e que a nossa tradução verte por “misericórdia”, é hesed, que também pode significar “amor”. “Quero misericórdia”, por conseguinte, equivale a “quero amor”, isto é, a algo que nasça do coração, da intimidade da alma humana, “e não apenas sacrifício”, isto é, um culto que se limite a ritos exteriores. O profeta, obviamente, se refere aos sacrifícios rituais prescritos pela Lei, que consistiam em oferecer a Deus as partes nobres das vítimas; mas essa advertência se aplica também ao cumprimento de nossos deveres religiosos (por exemplo, assistência à Missa dominical) e às práticas devocionais. Em outras palavras, Jesus, ao repreender o farisaísmo, não proíbe nem condena o culto externo que lhe prestamos, mas insiste sobre a necessidade de uma reta disposição interior: podemos, e até devemos, ser zelosos cumpridores de tudo o que nos manda a Igreja e nos recomendam os autores espirituais, mas nada disso dará verdadeiro fruto de santidade se não buscarmos, em cada Missa, em cada Terço, em cada novena, misericórdia e amor, aquele culto em espírito e verdade que o Senhor pede a seus discípulos. Não sejamos, pois, como os fariseus, que antepunham um legalismo vazio ao espírito da Lei. Que, atrás do nosso culto externo, encontre Deus um coração que ama, que sirva com cuidado e diligência por fora graças a uma sincera caridade por dentro: “Quero a misericórdia e não o sacrifício”.

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