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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 5, 27-32)

Naquele tempo, Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me”. Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu.

Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?”

Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”.

 Neste primeiro sábado da Quaresma, fazemos memória de S. Francisco e S. Jacinta Marto, os dois pequeninos pastores videntes de Fátima. Nossa Senhora lhes apareceu e perguntou: “Quereis oferecer-vos a Deus?”, ao que eles prontamente responderam, com a generosidade dos santos: “Sim, queremos”, oferecendo-se a Deus de tantas formas e com tanta facilidade. Eis a graça que Maria quer nos dar na Quaresma. A mortificação, a penitência e os sofrimentos da Quaresma costumam causar-nos medo, medo de nos entregar, medo de morrer para o nosso egoísmo, o que termina sendo medo também de Deus. Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos e, de braços abertos, fez irradiar sobre eles a luz celeste. Eles se sentiram consolados ao se verem envoltos pela luz divina, que lhes fez cair  “escamas dos olhos”, dando-lhes enxergar o sentido da vida. Foi assim que eles se entregaram, foi assim que se doaram. Dali em diante, a generosidade deles será comovedora. Lúcia descreve como S. Jacinta, sem descanso, fazia penitência pela conversão dos pecadores. Francisco também, com grande devoção, se aproximava continuamente de Jesus escondido no sacrário. Essas duas realidades, a penitência e a oração, são obras quaresmais que precisamos pôr em nosso coração. A exemplo de Francisco, nossa oração deve voltar-se para o sacrário, para Jesus no SS. Sacramento, seja para comungar bem, seja para visitá-lo com mais frequência. Lembremos o que a seus alunos dizia às vezes D. Bosco: “Quereis receber muitas graças? Ide frequentemente ao sacrário visitar Jesus sacramentado dentro do tabernáculo. Quereis receber poucas graças? Ide raramente ao sacrário”. É Jesus a fonte da graça, dessa luz que só recebemos de Cristo ressuscitado no sacrário, a única que nos pode ensinar a amar. Ajoelhados, recebemos o amor dele para, com Ele, nos entregarmos também por amor, com o heroísmo que tiveram os santos pastorinhos. É comovedora a generosidade de Jacinta! Como ela se mortificava, a ponto de aceitar uma morte tão dolorosa, tão sozinha! De onde vinha tanta generosidade? De onde vinha tanto heroísmo numa criança? De Jesus, daquela luz refletida por Nossa Senhora! A Virgem é a grande companheira de nossa Quaresma. Peçamos-lhe as graças e luzes de que precisamos para nos aproximar de Jesus e amá-lo com penitência e orações, a fim de que o nosso coração seja cada vez mais semelhante ao de Cristo e ao de Maria.

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