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Memória de São João Paulo II, Papa

“Se um membro do Corpo místico de Jesus Cristo nascesse de outra mãe que não fosse Maria, que gerou a Cabeça, não seria um membro de Jesus Cristo, mas sim um monstro na ordem da graça” (Tratado da verdadeira devoção, §32).

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 12, 49-53)

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra!

Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”.

Se a Igreja celebra hoje a memória de S. João Paulo II, e se este Papa se fez aluno da escola de santidade de S. Luís M.ª Grignon de Montfort, nada mais natural do que meditar sobre o papel da Virgem SS. na santificação das almas. O princípio de que parte S. Luís M.ª para mostrar esta função especialíssima atribuída por Deus a Nossa Senhora é, na verdade, bastante simples e evidente: se Maria foi escolhida para Mãe do Verbo encarnado, Cabeça da Igreja, seria uma monstruosidade que não lhe coubesse a missão de gerar, com verdadeira maternidade espiritual, e não meramente simbólica ou metafórica, os membros do Corpo místico de Cristo: “Se Jesus Cristo” — escreve S. Luís —, “Cabeça dos homens, nasceu dela, todos os predestinados, membros desta Cabeça, também dela devem nascer, por uma conseqüência necessária” (Tratado da verdadeira devoção, §32). Em outras palavras, havemos de reconhecer como nossa Mãe na ordem sobrenatural aquela que cooperou para a nossa regeneração espiritual [1], dando-nos por diversos títulos a vida da graça. Ela, com efeito, nos concebeu no dia da Anunciação, ao conceber por obra do Espírito Santo a nossa Cabeça moral, e nos deu à luz no Calvário, quando da morte de seu Filho, ao ser consumada a nossa Redenção, que já tivera início na cidade de Nazaré. Essa maternidade, porém, não exclui — antes, pelo contrário, a exige — nossa livre cooperação, porque, se Maria gera e nutre os que são membros de Cristo, serão dela mais filhos (isto é, receberão mais copiosas graças por intermédio dela) os que estiverem mais unidos ao Senhor. E como, nesta vida, Cristo é atual e perfeitamente Cabeça dos que a Ele estão unidos pela fé e a caridade, segue-se que destes, isto é, dos que mantêm formada pelo amor divino a virtude da fé, Maria será Mãe atual e mais perfeitamente. Para sermos, pois, contados no número desta prole bendita, que se pode orgulhar de ter por Mãe a mais pura das criaturas e por irmão o Verbo humanado, recorramos confiantes à intercessão de S. João Paulo II, que, assim como soube manter-se filho de Maria nesta vida, se gloria agora no Céu de contemplar com ela o rosto do nosso divino Salvador.

Referências

  1. Gabriel M.ª Roschini, Mariologia. 2.ª ed., Roma: Angelus Belardetti (ed.), 1947, vol. 2, p. 224.
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