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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 10, 7-15)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:  “No vosso caminho, proclamai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai doentes, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro à cintura; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, pois o trabalhador tem direito a seu sustento. Em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, procurai saber quem ali é digno e permanecei com ele até a vossa partida. Ao entrardes na casa, saudai-a: se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. Se alguém não vos receber, nem escutar vossas palavras, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés. Em verdade, vos digo: no dia do juízo, a terra de Sodoma e Gomorra receberá uma sentença menos dura do que aquela cidade”.

Deus providentíssimo, que estende seu vigor de uma extremidade do mundo à outra e tudo dispõe com suavidade (cf. Sb 8, 1), quis presentear a Igreja, que atravessa conturbada os mares tormentosos deste nosso século, com o exemplo de santidade de S. Luís e S. Zélia Martin, pais de S. Teresinha do Menino Jesus. Neste santo casal, modelo de todas as virtudes domésticas, Cristo quis deixar a prova de que, contrariamente ao que pregam as loucas ideologias modernas, a família humana só pode chegar àquela plena realização a que aspira todo coração se se conformar às leis sagradas impressas por Deus na criação. Entre elas, encontra-se o fato, por um lado, de o matrimônio ser por sua própria natureza o acordo livre e responsável entre um homem e uma mulher, unidos por vínculo inviolável com o fim de procriarem “concidadãos dos santos e familiares de Deus” (cf. Pio XI, Encíclica “Casti Connubii”, n. 14; Ef 2, 19); e, por outro, de na família ninguém ser descartável e substituível, como em um empresa, já que os laços de sangue, apesar de humanos, estabelecem não só direitos e deveres mútuos entre os familiares, mas ainda relações de parentesco que durarão para sempre. Nisto se vê o quanto os ataques com que hoje a família, segundo o desígnio original de Deus, é desprezada e demolida ferem a dignidade humana e contradizem, assim, os desejos e valores naturais de todo homem: pelo divórcio, descartam-se os esposos; pelo aborto, eliminam-se os filhos; pela eutanásia, sepultam-se os pais; pelo “amor livre”, mata-se a fidelidade. A Igreja, porém, suportando as injustas acusações com que tantos querem desmerecer o seu ensinamento, não cessa de proclamar que a família é uma instituição sagrada, querida por Deus para que todos, pelo cumprimento dos nossos deveres e o exercício das virtudes, preparássemos já aqui nesta vida o céu que gozaremos na outra. Que S. Luís e S. Zélia Martin sejam para nós modelos de caridade, vínculo de perfeição (cf. Col 3, 14) dos homens com Deus e entre si, e protetores fidelíssimos de nossas famílias.

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