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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 6, 19-23)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”.

No Evangelho de hoje, Cristo nos fala da importância de mantermos puro o nosso olhar para que seja pura a nossa alma e, providencialmente, a Igreja nos recorda o exemplo de pureza heróica de S. Luís Gonzaga, a quem, como Padroeiro da juventude, devemos pedir a graça de um olhar casto para todos os nossos jovens, presas fáceis do demônio em um mundo de tantas fascinações perigosas para os olhos. Como reconheciam já os antigos, a vista é o mais nobre dos nossos cinco sentidos externos e o que com mais cuidado devemos guardar, já que é por meio dele, sobretudo, que as representações do mundo nos entram na alma. Desgraçadamente, feridos como estamos pelo pecado, todos sentimos uma forte tendência aos olhares desordenados: queremos ver tudo o que se nos apresenta à vista, pulamos de um objeto a outro e às vezes, quando menos esperamos, estamos à procura de coisas abertamente contrárias à decência e à modéstia. Essa concupiscência dos olhos se potencializa ainda mais graças ao uso excessivo ou puramente recreativo de redes sociais. Embora muitos deles não sejam maus em si mesmos, esses meios oferecem o perigo (a) de uma vida dispersa, incapaz de recolher-se serena e tranquila na oração, e (b) de acabar deparando com imagens poucos honestas. É verdade que, em alguns casos, as pessoas acabam topando com essas coisas sem mau desejo; mas não deixa de ser uma imprudência quase indesculpável expor-se conscientemente a meios em que se sabe haver, às vezes em abundância, fotografias, vídeos ou mensagens que podem induzir ao pecado. Nisto, como em tudo na vida, é preciso saber renunciar e sacrificar-se: aqui está em jogo a pureza do nosso olhar e, com ela, a santificação e salvação da nossa alma. Não tenhamos receio de mortificar a vista, mesmo em coisas lícitas ou aparentemente pouco perigosas. Fazendo-o, não só iremos preservar a nossa pureza interior, como, além disso, nos disporemos ao recolhimento sem o qual não pode haver oração serena e concentrada. — Que S. Luís Gonzaga nos alcance, por seus méritos e preces, a graça de pormos o quanto antes em prática esse propósito tão necessário de educarmos o olhar na modéstia e na pureza: “O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. Se o teu olho está doente, todo o corpo ficará na escuridão”.

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