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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 6, 27-38)

Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: “A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica.

Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam.

E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus.

Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será posta no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

Ao celebrarmos hoje a memória de S. Nicolau de Tolentino, padre e eremita do séc. XIII a quem foram reveladas muitas coisas sobre o estado das almas do Purgatório, é oportuno recordar alguns pontos capitais sobre este que é, talvez, um dos dogmas católicos mais impugnados pelos hereges protestantes. É doutrina da Igreja, definida expressamente em vários Concílios ecumênicos e ensinada de modo infalível por muitos romanos Pontífices, que existe o Purgatório, isto é, “um estado no qual as almas dos que morreram na graça de Deus com o reato de alguma pena temporal devida por seus pecados são purificadas inteiramente antes de entrarem no céu” [1]. Por tratar-se de uma verdade de fé divina, a realidade por ela significada se encontra, de algum modo, na S. Escritura, embora não se lhe dê, obviamente, o nome de Purgatório. Leiam-se, do Antigo Testamento, os versículos 41-46 do capítulo 12 do segundo livro dos Macabeus e, do Novo, os trechos de Mt 12, 31s; Lc 12, 47s; 2Tm 1, 16ss; 1Cor 3, 10-15, que, embora não ofereçam uma prova escriturística explícita e direta do dogma do Purgatório, sempre foram lidos pela Igreja e pela unanimidade da Tradição cristã como alusões claras e de todo certas a uma expiação pós-morte para os justos que ainda não se acham em condições de entrar no céu. — As almas que, por terem de expiar alguma pena temporal por um pecado já perdoado quanto à culpa, necessitam passar por essa purificação e sofrem uma dupla pena: a) a dilação da glória, em razão da qual estão privadas, até se purificarem completamente, da visão facial de Deus, por quem sentem um desejo que as consome; b) e a pena de sentido, que para toda a tradição ocidental é um fogo real e corpóreo, idêntico ao do inferno (cf. S. Tomás de Aquino, Suppl., a. 2 sobre o Purgatório), que lhes causa profunda dor. — Com relação a nós, as almas do Purgatório, que nada podem fazer por si mesmas, podem beneficiar-se dos nossos sufrágios, isto é, de toda obra que podemos fazer para lhes aliviar o sofrimento e, com isso, adiantar o tão esperado momento de sua libertação. É um ato de caridade, piedade e justiça que podemos, e até devemos, realizar frequentemente, de todas as maneiras que nos forem possíveis: a) pelo oferecimento da Santa Missa; b) pela Comunhão, cujo valor impetratório pode ser oferecida com forma de alívio; c) pela oração, recorrendo insistemente à misericórdia divina; d) o valor satisfatório de nossas próprias penitências e mortificações, aplicável a essas almas benditas graças à grande comunhão que nos une a todos como santos e membros do Corpo de Cristo; e) sem contar as indulgências, como é de todos sabido. — Tenhamos essa delicadeza de amor e rezemos com frequência pelas almas do Purgatório: se elas têm muito a ganhar com a nossa ajuda, nós não temos a perder — antes, pelo contrário, lucraremos novos amigos no céu, que de lá poderão interceder em favor dos que, na terra, lhes prestamos toda a ajuda que esteve ao nosso alcance.

Referências

  1. Pe. Antonio Royo Marín, Teología de la salvación. Madrid: BAC, 1956, p. 402, n. 278.
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