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Memória de São Thomas More e São John Fisher, Mártires

O exemplo dos mártires nos ensina que mais vale a amizade de Cristo e a sua graça do que as honras e prestígios do mundo e que a santa intransigência que Deus espera de nós nada tem de “intolerância”, porque ela nada mais é do que sinal de um grande e profundo amor a Ele.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7, 1-5)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

Celebramos hoje a memória de dois mártires ingleses: um deles leigo, Thomas More; e o outro bispo, John Fisher, feito cardeal quando já estava preso, à espera de ser executado. More e Fisher, como é sabido, foram mortos por fidelidade à Igreja e por se recusarem a ceder às pressões do governo inglês. Como Catarina de Aragão não lhe desse um herdeiro, Henrique VIII pediu ao Papa que lhe anulasse o casamento, dando-lhe assim possibilidade de encontrar outra esposa. O Pontífice, contudo, opôs-se às pretensões adúlteras do rei, cujo matrimônio era válido e legítimo segundo as leis de Deus. O monarca, que fora antes um defensor da fé católica, não quis pagar o preço da fidelidade à esposa e às palavras de Cristo e terminou separando-se da Igreja Católica: declarou-se chefe da “Igreja” da Inglaterra, perseguiu os que permaneceram fiéis a Roma e deu início a um cisma que dura até os dias de hoje. Entre os inúmeros perseguidos por Henrique VIII, contam-se os mártires de que fazemos memória nesta segunda-feira. O testemunho destes dois santos, que preferiram a morte a negar a indissolubilidade do matrimônio, mostra que a intransigência em matéria de fé e moral de que o mundo tanto acusa a Igreja nada tem de “intolerância”, senão que é a expressão de um grande amor: amor, em primeiro lugar, a Jesus Cristo, cuja amizade vale mais do que a própria vida; amor, em segundo, a si mesmo, pois de nada aproveita ao homem lucrar o mundo inteiro, com seus prazeres e aplausos, se no fim se condena ao inferno; amor, em último lugar, ao próximo, a quem não se deve escandalizar nem negar jamais a verdade do que crê e ensina a Santa Igreja de Cristo. Que o testemunho dos santos Thomas More e John Fisher nos encham de ânimo e coragem para viver e professar, sem medo nem respeitos humanos, a integridade da fé e da moral cristã, ainda que o preço da nossa fidelidade seja o martírio, quer o de sangue, quer o social.

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