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28. Memória dos Santos Anjos da Guarda

 Sendo servos de Deus, os anjos da guarda estão aqui ao nosso serviço e, por isso, é preciso que nos abramos a eles, reverenciemos a sua santa presença, agradeçamos-lhes a proteção contínua e nos confiemos aos seus cuidados, à sua sabedoria.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 18, 1-5.10)

Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?" Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus".

Comemoramos neste dia os santos anjos da guarda. O Evangelho que a Igreja hoje nos propõe vem justamente assinalar que estas santas criaturas, nossas protetoras, veem Deus face a face no Céu. Este é um detalhe que, embora pareça desimportante à primeira vista, tem na verdade um grande impacto em nossas vidas. De fato, há ao nosso redor uma multidão de anjos, quer bons, quer maus. Os demônios, porém, nunca viram e nunca verão a Deus. Nós sabemos, pois, que o Senhor, ao criar os anjos, não se lhes revelou de imediato; mas pediu-lhes antes um amor de confiança, um sim amoroso por meio da fé. Isto porque, como ensina a sã teologia, Deus é de tal modo perfeito, amável e bondoso que qualquer criatura que se pusesse diante dele perderia neste instante mesmo toda possibilidade de escolha; ela não poderia não desejar a Deus, não amá-lO, não querê-lO. Houve um tempo, portanto, em que os anjos tiveram de crer em Deus antes de o poderem contemplar e gozar de sua amizade.

Os nossos bons anjos, pela fé e pela graça, optaram por Deus e O veem agora, como alegria indescritível, face a face. Por esta razão, é importante perceber que quando um demônio nos tenta e nos deseja levar para o Inferno, podemos ter certeza de que esse anjo mal, nunca tendo visto a Deus, vive na ignorância, está privado da sabedoria divina a que os nossos anjos da guarda têm acesso. Mas se estes nossos protetores conhecem, por um lado, os caminhos que nos levam à salvação, eles, por outro, não invadem a nossa intimidade, como faz o Diabo; não entram nos átrios de nossa alma se não lhes dermos permissão. Ora, sendo servos de Deus, os anjos da guarda estão aqui ao nosso serviço e, por isso, é preciso que nos abramos a eles, reverenciemos a sua santa presença, agradeçamos-lhes a proteção contínua e nos confiemos aos seus cuidados, à sua sabedoria.

Exercitemos nossa devoção a estes grandes amigos com que o Senhor nos presenteia nesta terra. Não os deixemos ociosos, como exortava o padre Pio; recorramos sempre ao seu auxílio e rezemos para que possamos um dia, na bem-aventurança eterna, conhecer cara a cara estes nossos santos guias do Céu.

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