Nossos santos guardiões
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 18,1-5.10)

Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”. 

Com grande alegria celebramos hoje a memória dos Santos Anjos da Guarda. É uma alegria mesmo celebrar essa memória. Por quê? Porque não estamos sozinhos. Deus, por sua infinita bondade, nos deu esses santos companheiros que são os chamados anjos da guarda. É evidente que, para entender o que é um anjo da guarda, é preciso entender que esse título é uma metáfora, uma comparação para transmitir a ideia de que somos pessoas mais ou menos indefesas e, por estarmos numa luta espiritual em que demônios querem nos levar para o inferno, temos essa vigilância, esse guarda, esse guardião ao nosso lado. Em latim, a palavra é custos, ou seja, custódio, aquele que guarda ou cuida.

Poderíamos usar outras comparações para entender o que é o anjo da guarda. Diz-se, por exemplo, que os anjos são o pastor e nós, a ovelha, presa de lobos ferozes; mas nós temos um pastor forte que nos defenda. Todas essas comparações têm a sua utilidade. O importante, porém, é saber o que fazer na prática para ser bem conduzido pelos santos anjos. Para isso, precisamos de docilidade. É necessário entregar-se à guia deles. Precisamos dar-lhes a nossa mão, como criancinhas que dão a sua a um adulto bondoso, que cuida delas e as ajuda a atravessar uma rua perigosa ou a passar por um corredor escuro. Demos a mão ao nosso anjo da guarda, que está ao nosso lado para nos auxiliar.

Vejamos agora algumas coisas bem concretas com relação à atitude que devemos ter para com o anjo da guarda. Primeira coisa: é preciso saber que os santos anjos existem. Não é conversinha para criança. O anjo da guarda é uma realidade em que a Igreja crê. Faz parte da fé católica, não só por estar no Catecismo ou ser uma doutrina definida nos Concílios, mas também pelo testemunho da vida dos santos, esses grandes mestres espirituais, que viviam em contato constante com Deus e com as realidades do céu. Os santos atestam claramente a presença dos anjos na vida humana, principalmente a do santo anjo da guarda.

É tolice deixar de crer, e se há uma coisa que os demônios querem é que duvidemos da existência do anjo da guarda. Afinal, que outra defesa temos? Se achamos que ele não existe, acabou, estamos indefesos, mas o lobo continua solto, pronto para nos pegar. Segunda coisa: é preciso saber que o santo anjo está ao nosso lado cuidando de nós por amor a nós, sim; mas, antes de tudo, por amor a Deus e a Cristo. Às vezes as pessoas duvidam do cuidado do anjo da guarda por pensarem assim: “Eu sou tão mau, tão pecador! Meu anjo já desistiu de mim”. Ora, não é por causa de nós, é por causa de Cristo; é porque Jesus derramou o sangue por nós; é porque Deus Filho, do alto do céu, se fez homem como nós para nos salvar; é por reverência, adoração e obediência a Cristo que os anjos se submetem e vêm nos ajudar. 

Deus se fez homem por amor a nós, pobres pecadores, e morreu na cruz. Por nós! Quando viram esse ato de amor de Deus para conosco, os anjos, como um raio, precipitaram-se do céu para nos servir, imitando a Cristo e unindo-se a Ele. Para um anjo, é um ato de amor servir ao homem. O anjo é uma fornalha de amor a Deus ao nosso lado. Ele ama a Deus, por isso nos ama a nós. Aceitemos ser objeto dessa caridade divina que se derrama sobre nós. Os santos anjos querem nos ajudar a chegar ao céu, por amor a Cristo. Se São Paulo disse isso, imagine-se o que não dirão os anjos: Caritas Christi urget nos, a caridade de Cristo nos impele. A caridade de Cristo impele os santos anjos a vir em nosso socorro. Ao mínimo aceno, à mínima menção de uma necessidade nossa, o santo anjo já está aqui: Praesto sum, “Estou pronto, eis-me aqui para ajudar!” 

O Padre Pio de Pietrelcina puxava a orelha de seus dirigidos espirituais, dizendo-lhes: “Vós deixais ociosos os vossos anjos da guarda. Por que não lhes pedis ajuda nem lhes dais nenhuma missão”. “Mas, padre”, alguém irá dizer, “quem sou eu para mandar num anjo?” Não é que nós mandemos nele; é que o anjo obedece a Cristo e, para ele, é um ato de amor a Deus poder servir a nós. Sim, ele está a nosso serviço. Que humildade! Que caridade sublime a dos anjos que nos servem e estão ao nosso lado! Nossos companheiros, eles nos assistem aqui na terra, e nós iremos um dia reinar com eles no céu. Haverá no reino celeste um trono de glória para nós, onde estaremos sentados ao lado dos nossos anjos, agradecendo a Deus pela caridade de Cristo, que nos salvou.

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