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1336. O Advento do Coração de Jesus

No S. Coração de Jesus, vemos que o amor de Deus não é indiferente às nossas misérias nem uma pura abstração mental, mas uma realidade tão viva que quis manifestar-se na carne, para que não tivéssemos dúvidas do quanto somos amados.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 9, 27-31)

Naquele tempo, partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?”

Eles responderam: “Sim, Senhor”. Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região.

Celebramos hoje a última primeira sexta-feira do ano civil, na qual recordamos, como de costume, o S. Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, enfocado neste tempo de Advento sob o prisma de sua santa e divina Encarnação. O que significa, pois, venerar o Coração de Cristo no tempo do Advento? Significa, em primeiro lugar, recordar que Deus, se nos amou desde sempre com um amor eterno, quis amar-nos também com um Coração humano, capaz de sofrer verdadeiramente conosco, razão por que temos nele, como diz a Epístola aos Hebreus, um Pontífice que pode compadecer-se das nossas fraquezas (cf. Hb 4, 15). Em Cristo, portanto, vemos que o amor de Deus não é indiferente às nossas misérias nem uma pura abstração mental, mas uma realidade tão viva que quis manifestar-se na carne, para que não tivéssemos dúvidas do quanto somos amados. Em segundo lugar, o amor divino encarnado no Coração de Cristo é penhor e sinal do amor com que também nós podemos agora amar a Deus. Pois, com efeito, antes da vinda do nosso Redentor, tínhamos um coração alquebrado e ferido, incapaz de desembaraçar-se dos tantos laços de pecado que o inimigo trama a fim de nos perder; agora, porém, que recebemos dos eflúvios da caridade deste Coração divino-humano a graça santificante, podemos amar a Deus com o mesmo amor com que Ele nos ama. De fato, a graça santificante produz em nós, ao renovar-nos interiormente, dois efeitos principais: elevando-nos à ordem sobrenatural, cura-nos da doença do pecado, de maneira que nos tornamos capazes de amar, não já com um amor meramente humano, mas com a própria caridade divina. E para incrementar cada vez mais esse dom, derramado do alto em nossas almas, o mesmo Coração de Cristo instituiu o sacramento da SS. Eucaristia, no qual, como em uma frágua ardentíssima, abrasamos o nosso no amor de Cristo. “Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça” (Hb 4, 16) , do banquete eucarístico, para que nosso coração se assimile sempre mais ao de Cristo, a ponto de ser Ele, não mais nós, a amar a Deus por meio de nós.

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