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Homilia Dominical
22 Abr 2016 - 27:07

O amor é a insígnia dos cristãos

Na liturgia da Missa deste domingo, Jesus Ressuscitado aparece novamente aos Seus discípulos, operando desta vez a segunda pesca milagrosa. A partir das considerações do grande Santo Tomás de Aquino, somos chamados a colher das letras inspiradas das Escrituras o alimento espiritual para a nossa caminhada cristã.
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Homilia Dominical - 22 Abr 2016 - 27:07

O amor é a insígnia dos cristãos

Na liturgia da Missa deste domingo, Jesus Ressuscitado aparece novamente aos Seus discípulos, operando desta vez a segunda pesca milagrosa. A partir das considerações do grande Santo Tomás de Aquino, somos chamados a colher das letras inspiradas das Escrituras o alimento espiritual para a nossa caminhada cristã.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
13, 31-35)

Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: "Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.

Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.

Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros".

Ao comentar o versículo 35 do Evangelho de hoje: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros", o Doutor Angélico diz o seguinte:

"Sabe-se que quem quer que seja contado na milícia de algum rei deve portar as suas insígnias. As insígnias de Cristo, porém, são as insígnias da caridade. Todo aquele, pois, que quiser ser contado na milícia de Cristo deve ser assinalado (insigniri) com o caráter da caridade." (Comentário ao Evangelho de São João, XIII, 7)

O sinal distintivo do verdadeiro cristão, portanto, é o amor, mas não qualquer amor. A caridade cristã (charitas, em latim, e αγάπη, ágape, em grego) é muito mais do que um simples impulso apaixonado ou amor de atração (ἔρος, eros, em grego), pois traz consigo as notas da reciprocidade, da origem divina e do sacrifício:

  1. Reciprocidade. O Evangelho de hoje começa "depois que Judas saiu do cenáculo" (v. 31). Cristo tinha ofertado o Seu amor também ao discípulo traidor, mas este não O acolheu. Isso mostra que o verdadeiro amor, que Cristo noutro lugar chama de amizade, deve ser uma via de mão dupla: precisamos corresponder ao amor de Deus! O sacrifício que Ele ofereceu por nós verdadeiramente salva, mas precisa do nosso "sim", resposta que se dirige sempre a Deus, mas deve manifestar-se concretamente no amor ao próximo (por causa d'Ele, sob o risco de praticarmos uma mera filantropia).
  2. Origem divina. Quando Nosso Senhor diz: "Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros" (v. 34), Ele não está apenas Se oferecendo como modelo, mas também indicando qual deve ser a fonte do nosso amor. Como a caridade é uma virtude teologal, que vem de Deus, não é possível que a pratiquemos com as nossas próprias forças. É preciso que supliquemos, através da oração, que Deus nos sustente com a Sua graça, sem a qual nada podemos fazer de sobrenaturalmente bom.
  3. Sacrifício. Jesus diz aos Seus discípulos que será glorificado, mas o que vem em seguida é a Sua crucificação. Embora os nossos olhos da carne enxerguem nisso uma contradição, a fé põe diante de nós um mistério: a Cruz de Cristo é o lugar onde Ele é glorificado. Nós, também, só poderemos dizer que vivemos realmente o amor se nos entregamos, se nos gastamos, se nos consumimos pelo Senhor, presente em nossos irmãos de caminhada. Como já dito, esse é o sinal distintivo dos verdadeiros discípulos do Senhor, e não há outro. "Todo aquele que quiser ser contado na milícia de Cristo deve ser assinalado com o caráter da caridade."
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