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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 14, 21-26)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quem recebe os meus mandamentos e os observa, esse me ama; e o que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me mostrarei a ele”. Judas, não o Iscariotes, disse: “Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?” Jesus respondeu: “Se alguém me ama, guardará minha palavra, meu Pai o amará, nós viremos a ele e nele estabeleceremos nossa morada. Quem não me ama não cumpre minhas palavras. Estais ouvindo não minha palavra, mas a do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas enquanto permaneço convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai vos enviará em meu nome ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar o que eu vos disse”.

Encontramo-nos hoje no Cenáculo, onde Jesus, dirigindo suas últimas palavras aos Apóstolos antes de entregar-se à morte, diz como há de ser a nossa vida após sua gloriosa Ascensão aos céus: “Se alguém me ama, guardará minha palavra, meu Pai o amará, nós viremos a ele e nele estabeleceremos nossa morada”. Neste breve versículo, ecoado em muitas outras passagens do Novo Testamento (cf. 1Jo 4, 16; 1Cor 3, 16s; 6, 19; 2Cor 6, 16; 2Tm 1, 14), está condensado o que em teologia espiritual se costuma chamar “inabitação trinitária”, ou seja, a presença real das divinas pessoas da SS. Trindade na alma em estado de graça. Para entendermos mais a fundo esse mistério insondável, convém ler o Evangelho de hoje de baixo para cima, isto é, vendo nos últimos versículos as condições que possibilitarão o que, nos trechos iniciais, corresponde a essa habitação íntima que Deus faz nas almas justas.

Em primeiro lugar, é preciso que o Pai, em nome do Filho ressuscitado, envie do alto do céu o Paráclito, o Espírito Santo, que, derramado como óleo de unção sobre o Cristo Cabeça, escorre pelos membros de seu Corpo, que é a Igreja. É do Pai, através do Filho, que recebemos o Espírito Santo, de maneira que todos os toques do Paráclito em nossa alma são também toques do Senhor ressuscitado. Ora, esses toques suaves da graça, que nos vão ensinando e recordando tudo o que Jesus fez e disse, nos dão força para cumprir os Mandamentos e amar a Deus de todo coração. Esse amor, obra do Espírito consolador, nos torna semelhantes ao Filho, a quem o Pai, cheio de contentamento, passa agora a enxergar nos membros da Igreja. Ao que assim se encontrar, como imagem de Cristo, o Pai pode então dizer: “Eis o meu Filho amado” (cf. Mt 3, 17), e nele fazer a sua morada. Porque o Pai está sempre onde está o Filho, e onde estão o Pai e o Filho, ali está sempre o Espírito de Amor.

Que possamos abrir nosso coração à ação da graça divina, a fim de prepararmos a Deus uma morada menos indigna de sua majestade. Por isso, imploremos hoje que o Espírito Santo desça às nossas almas, dê-nos a sua força, impila-nos a amar ardentemente e a reconhecer o grandioso mistério que se opera dentro nós quando temos a dita de estar em graça. Confiemo-nos também, de modo particular, à intercessão de S. Elisabete da Trindade, que viveu e experimentou profundamente o mistério dessa divina inabitação.

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