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Foi em um dia 17 de maio, como hoje, que a Igreja elevou à honra dos altares Santa Teresinha do Menino Jesus, a Doutora da “Pequena Via” — e justo hoje, Sexta-feira da 4.ª Semana da Páscoa, a liturgia nos apresenta a passagem do Evangelho em que Jesus se apresenta como “o Caminho” (Jo 14, 6).

A relação é providencial porque a via que Teresinha percorreu para chegar à santidade e, com sua vida e sacrifício, salvar inúmeras almas, foi a mesma percorrida por Nosso Senhor (seja descendo do céu à terra, pela Encarnação, seja subindo de Nazaré a Jerusalém, para sofrer a sua Paixão): trata-se da via do apequenamento, do escondimento, da humildade, do rebaixamento, da infância espiritual, em suma — pois “se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas”, diz Jesus, “não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18, 3).

Longe de ser, porém, um “infantilismo” egoísta e imaturo, o caminho de Teresinha — da menina afetiva e psicologicamente desequilibrada que era quando criança até os passos de gigante que foi dando até a consumação de sua vida, com apenas 24 anos de idade — é, na verdade, um processo de grande amadurecimento interior. Ao longo de sua breve existência nesta terra, Deus operou em sua alma todas as transformações necessárias para que ela pudesse, por fim, oferecer-se em sacrifício na enfermaria de Lisieux.

Depois, o que se seguiu à sua morte foi um “furacão de glória”. O Papa São Pio X chegou a chamar-lhe a “maior santa dos tempos modernos”. A Igreja concedeu-lhe depois o título de Doutor da Igreja, com o que sua doutrina mística — tornada acessível através do Manuscrito B de sua “História de uma alma” — foi apresentada como modelo a todos os cristãos.

Oxalá Teresinha grave também hoje em nossos corações o segredo de sua santidade, a fim de nos tornarmos, a exemplo dela, bem pequenos, humildes, de modo que Nossa Senhor possa preencher com sua graça o espaço vazio que deixamos em nossa alma ao arrancar fora nossa soberba e autossuficiência.

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