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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 1, 14-20)

Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus.

Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus.

Tendo Deus falado outrora, nos tempos pré-messiânicos, muitas vezes (gr. πολυμερῶς) e de muitos modos (gr. πολυτρόπως), em sonhos, visões, figuras etc., aos nossos pais na fé por meio dos profetas, cujas mentes iluminava com inspirações ou revelações, nestes últimos dias, que são os últimos (gr. ἐπ᾽ ἐσχάτου τῶν ἡμερῶν τούτων), pois já não se deve esperar depois dele senão o advento de Cristo juiz e o fim do mundo, falou-nos por meio do seu Filho unigênito (cf. Jo 3, 17; 5, 19-23 etc.), a quem gera no hoje sem término da eternidade (cf. Sl 2, 7). O autor da Epístola aos Hebreus apresenta, pois, uma tríplice diferença entre a antiga e a nova Revelação: a) de tempo, entre a expectativa do Messias e a sua primeira vinda na carne; b) das pessoas de que se utiliza Deus como instrumentos para falar à humanidade; e c) de método, entre o aspecto multifário e imperfeito da antiga Revelação e a simplicidade perfeitíssima da nova. Antes, falou-nos como que obscuramente pelo ministério dos profetas; agora, fala-nos claramente pela sua Palavra eterna, revelada plenamente em sua encarnação em Jesus Cristo, o mesmo Filho por quem o Pai criou e sustenta todo o universo (cf. Jo 1, 3). E se por Ele criou tudo o que há, também nós temos nele todo o nosso ser, todo o nosso viver, todos o nosso mover-se: por Ele tudo foi feito, e nada do que foi feito, é e será um dia pode ser independente dele. Por isso, a Revelação plena de Deus através do Filho encarnado é também a revelação de que Deus, em verdade, não esteve nunca longe de nós: ainda que nos tenhamos afastado dele pelo pecado, Ele nunca se afastou de nós, não só por ter-nos procurado pelos profetas e vindo ao nosso encontro na Pessoa do Filho, mas por comunicar-nos continuamente todo o ser com que somos, vivemos e nos movemos. Ele, para usar as palavras S. Agostinho, está e sempre esteve no mais íntimo de nós, porque se deixasse de pronunciar o nosso nome um único instante, voltaríamos imediatamente ao nada de que fomos criados. Com isso em mente, batamos no peito em sinal de arrependimento e, por uma sincera confissão, voltemos ao regaço daquele que nunca nos deixou de abraçar, reencontremos aquele que nunca nos perdeu de vista e vivamos para aquele que é a fonte de toda a nossa vida. Porque, se até os anjos e as potestades do céu devem adorá-lo, como nós, simples mortais, nos havemos de furtar ao dever de o adorar e servir com tremor e temor?

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