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69. O neoprotestantismo dentro da Igreja Católica

O diálogo ecumênico com as comunidades protestantes padece de um grave problema: o neoprotestantismo infiltrado na Igreja Católica, pessoas que se dizem católicas mas, na verdade, pensam e agem como protestantes.

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Desde a Reforma realizada por Martinho Lutero no século XVI, cada protestante é o seu próprio Papa. Cada pessoa, pelo livre exame das Escrituras, pode interpretá-las inspirado pelo Espírito Santo e somente por isso tem a certeza "infalível" de fé.

Os católicos, porém, creem que Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu pessoalmente os Doze Apóstolos e, dentre esses, escolheu Pedro. Ora, o sucessor de Pedro (Papa) e os sucessores dos Apóstolos (Bispos) representam o Magistério instituído por Cristo e são eles quem, ao longo de dois mil anos, vêm colocando balizas e sinalizando onde está a verdadeira fé católica, a palavra de Deus, o dogma e tudo aquilo que foi deixado por Nosso Senhor. Ao católico cabe seguir esses ensinamentos.

O neoprotestantismo, ao contrário daquele ocorrido há 500 anos, não pretende romper com a Igreja Católica - embora cada neoprotestante também seja o seu próprio Papa. Ao insistir em permanecer no seio da Igreja, eles reivindicam a cidadania católica, dizendo-se iguais aos demais fiéis. Com sua mentalidade, protestantizam de tal forma os ambientes católicos que, em muitos lugares, já se vive uma realidade protestante dentro da própria Igreja e muitos - pasmem - nem se dão conta disso.

Entre teólogos e leigos, são muitos os "católicos" que agem como se fossem o seu próprio Papa, declarando "infalivelmente" onde está a fé da Igreja. Um exemplo é o teólogo suíço Hans Küng, que, em seu livro "Infalível? Uma pergunta" (Infallible? An Inquiry, 1971), questiona claramente a infabilidade papal e faz isso com tanta veemência que dá a impressão de que ele mesmo se tornou infalível. Como muitos teólogos na moda, tornou-se um protestante e, embora rejeite filiar-se formalmente a outra religião, não tem mais fé católica.

Para combater a mentalidade protestante que se infiltrou no seio da Igreja Católica, é necessário que cada fiel renove sua identidade, recordando-se da essência católica diante do protestantismo. E ela é muito simples: o católico crê que o Papa é um servo de Deus, que recebeu uma assistência especial de Nosso Senhor Jesus Cristo para atestar, em comunhão com todos os seus predecessores de dois mil anos, onde está a Palavra de Deus.

Isso significa que o Papa não é um ditador que, do dia para a noite, pode decretar algo que não está em sintonia nem com a Palavra de Deus nem com a Tradição. Ele não pode contradizer explícita e diretamente aquilo que seus predecessores decretaram de forma infalível. Não tem poderes divinos, é simplesmente um servo com a missão de guardar o depósito da fé, atestando de forma infalível onde reside o verdadeiro ensinamento da Igreja, sempre em sintonia com os seus antecessores.

Por isso, quando a mídia secular dá sinais de que espera que o Papa Francisco, por causa de alguns pronunciamentos simpáticos, vá mudar o ensinamento perene da Igreja, mostra apenas que não entendeu nada de Igreja Católica.

O poder de atestar onde se encontra a verdadeira fé foi dado ao Magistério infalível da Igreja (Papa e colégio dos bispos) e não a qualquer pessoa, como crê o protestante. Trata-se de um serviço que o Papa desempenha que está vinculado a Deus, seja pelo fato de que ele só pode declarar o que está contido no depósito da fé, seja pelo fato de que não pode contradizer - sob pena de cair todo o edifício da Igreja Católica - aquilo que os seus predecessores declararam.

Diante disso, cada um deve examinar sua própria consciência, indagando se não está resvalando equivocadamente na direção de uma atitude protestante dentro da Igreja. Se assim for, tome uma atitude, decida-se! Volte para a fé católica ou assuma de vez o seu protestantismo.

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