Buscando...

Digite pelo menos 2 caracteres para pesquisar

Ódio: a resposta do mundo ao amor de Deus

O Evangelho deste sábado nos recorda uma verdade pouco palatável, sobretudo nestes tempos de ingênuo otimismo: o mundo, com seus valores, máximas e princípios, odeia a Cristo e, portanto, também os que o seguem.

Texto do episódio
00

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 15, 18-21)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia.
Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.

Ontem, falávamos do Evangelho do amor. Hoje, a Igreja nos apresenta o Evangelho do ódio. E por que do ódio? Porque Jesus previu as agruras pelas quais iríamos passar: “‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha Palavra, também guardarão a vossa” (Jo 15, 20). E isso é algo que, às vezes, ingenuamente esquecemos.

Com frequência, temos uma abordagem excessivamente otimista na pastoral. Pensamos que, quanto mais amarmos as pessoas, mais elas aceitarão o amor de Cristo e irão se converter, como se fosse possível converter o mundo inteiro apenas com o nosso amor. Todavia, esse otimismo precisa ser equilibrado, pois a “técnica” de converter pelo amor funciona, mas não é infalível. 

O próprio Amor eterno se fez carne, habitou entre nós, e nós cruelmente o matamos. Se existiu alguém perfeito no modo de amar e de querer converter os corações, foi Cristo, Nosso Senhor, que nos amou verdadeiramente até o fim como jamais alguém amou neste mundo. E, no entanto, Ele foi crucificado. 

Por isso, é preciso compreender que, mesmo que a Igreja cumpra a sua missão, mesmo que sejamos verdadeiramente heróicos no amor, deixando que Cristo ame em nós e que sejamos movidos pelos dons do Espírito Santo, ainda assim haverá rejeição.

Sempre existirá uma parte da humanidade que recusará a Igreja, mas, diante do fato de que Nosso senhor sofreu terrivelmente pela humanidade, pode ser para nós um motivo de glória sermos perseguidos se Deus nos conceder a graça de carregar e suportar a Cruz que vier. É evidente que não devemos pedir cruzes, nem fazer algo para sermos perseguidos; pelo contrário, precisamos fazer de tudo para que o Evangelho seja acolhido e para não sermos rejeitados.

Entretanto, existem momentos em que somos colocados numa encruzilhada. E, nessas situações, ou permanecemos fiéis a Deus ainda que isso nos custe tudo, ou buscamos salvar a nossa pele, transformando-nos em idólatras. Por isso, é importante não sermos ingênuos e tomarmos cuidado para não sermos excessivamente otimistas, a ponto de pensar que, mesmo vivendo plenamente o amor, não haverá sacrifício, perseguição ou ódio.

Peçamos, então, a Jesus Cristo o dom da sabedoria, o maior dos dons do Espírito Santo, para sabermos reconhecer e acolher as cruzes que aparecem em nossas vidas, a fim de abraçarmos todos os sofrimentos por amor Àquele que nos amou crucificado.

O que achou desse conteúdo?

Mais recentes
Mais antigos
Acesse sua conta
Informe seu e-mail para continuar.
Use seis ou mais caracteres com uma combinação de letras e números
Erro ao criar a conta. Por favor, tente novamente.
Verifique seus dados e tente novamente.
Use seis ou mais caracteres com uma combinação de letras e números
Verifique seus dados e tente novamente.
Boas-vindas!
Desejamos um ótimo aprendizado.
Texto do episódio
Comentários dos alunos