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646. Os sete pecados capitais

Há dentro de cada um de nós uma feroz batalha, travada entre o homem velho e o homem novo. Prova disso são os sete pecados capitais, ou seja, aquelas tendências ou inclinações desordenadas que, se não forem combatidas, afastam-nos de Cristo.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
8, 1-3)

Naquele tempo, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.

O Evangelho de hoje, em que se faz menção das mulheres que seguiam a Jesus por cidades e aldeias, coloca-nos diante da figura de Maria, "chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios". Olhar para essa mulher, que de endemoniada tornou-se uma grande santa, é motivo de consolação e esperança, porque nos leva a recordar que também nós, repletos de misérias, podemos chegar à santidade, desde que exorcizemos de nossas vidas estes setes demônios que são os pecados capitais: soberba — raiz de todas as desordens —, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça (cf. CIC 1886). Trata-se de sete feridas ou inclinações que, apesar do perdão recebido, permanecem em nossa alma, atraindo-nos para o pecado e, portanto, exigindo de nossa parte esforço constante por lutar e resistir à sua influência.

Com efeito, há dentro de nós uma feroz batalha, travada entre o homem velho, caracterizado pelas paixões desordenadas, e o homem novo, sepultado e ressuscitado com Cristo pelas águas do Batismo. Para chegarmos à verdadeira santidade, que é aquela perfeição no amor em que estamos unidos a Deus como a esposa ao seu esposo, não nos basta estar em graça; mais do que isso, temos de pegar das armas da oração, da mortificação, do santo Rosário etc. e combater essas tenebrosas realidades que existem no nosso interior. Correndo para os braços do divino Mestre e suplicando o socorro de Santa Maria Madalena, empenhemo-nos a partir de hoje em lutar contra o nosso defeito dominante; confiantes de que em Jesus encontraremos o médico de nossas chagas espirituais, não deixemos que o demônio se aproveite de nossas más inclinações para pôr-nos a seus pés e arrebatar-nos as alegrias do céu.

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