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479. Por que devemos amar nossos inimigos?

Aqueles que nos fazem mal são uma ocasião especial que o Senhor nos oferece para retribuirmos com amor todo o bem que Ele nos faz.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
5, 43-48)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!

Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?

E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".

"Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem". Este preceito do Senhor, que parece superar as forças e exigências de nossa natureza decaída, só pode ser bem entendido se lido no contexto global de nossa redenção e, de modo particular, na manifestação do infinito amor de Deus por nós na Cruz. É a isso que se refere o Apóstolo Paulo, ao escrever as seguintes palavras: "Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida" (Rm 5, 10). Nós, embora fossemos inimigos seus e, portanto, dignos de sua ira, recebemos imerecidamente de Deus a mais sublime prova de amor e misericórdia, isto é, o dolorosíssimo sacrifício de seu Filho único, que, levando sobre os ombros o peso de nossos pecados, se fez vítima de expiação de nossas culpas. É por esta razão que agora cabe a nós, como criaturas novas, renascidas pela graça e configuradas à imagem de Cristo, perdoar aos que nos ofendem, assim como Ele nos perdoou a nós, e amar aos que nos perseguem, tal como por Ele fomos abundantemente amados, apesar de, por tantos pecados, O odiarmos e crucificarmos, com escárnios e cusparadas, em nosso coração. Amemos, pois, os nossos inimigos, assim como o Senhor nos amou a nós, pecadores; sejamos-Lhe grato e, com o auxílio de sua Mãe Santíssima, esforcemo-nos por ver naqueles que nos fazem mal uma ocasião singular de amar de volta Aquele que nos amou primeiro (cf. 1Jo 4, 19s).

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