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545. Por que há santos maiores e menores?

Deus quer, por sua bondade e sabedoria, associar-nos à obra da distribuição de suas graças e, por isso, muito se alegra, como Pai amantíssimo, de ouvir seus filhos intercedendo a Ele uns pelos outros.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
16, 23b-28)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

"Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.

Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai".

O Senhor manda-nos hoje pedir graças ao Pai em seu nome; o Evangelho deste dia, falando-nos da mediação por que Jesus nos une a Deus, põe-nos assim diante do mistério da intercessão, em virtude da qual os santos "apóiam com as suas as nossas orações" (A. Royo Marín, Teología de la Perfección Cristiana, n. 479) e imploram à bondade divina que as escute e atenda favoravelmente. O seu poder de intercessão, no entanto, admite graus e depende sobretudo dos méritos adquiridos nesta vida e da glória celeste correspondente ao amor que tiveram a Deus; isso porque, como é de justiça, a Ele serão mais gratas e aceitas as orações daqueles filhos que neste mundo mais O amaram e serviram. Por essa razão, as preces que o Senhor eleva ao Pai a nosso favor não podem ser ignoradas, já que ninguém O amou com mais intensa e perfeita caridade do que Ele; depois de Cristo e subordinada a Ele, a intercessão da Virgem Maria, cujo Coração Imaculado ofereceu a Deus o amor mais puro de que uma criatura seria capaz, é tão poderosa — maior do que a de todos os anjos e santos juntos — que os teólogos e almas piedosas não recusaram chamar-lhe onipotência suplicante. Deus, com efeito, quer tornar participantes de sua obra de salvação aqueles a quem Ele mesmo salvou, fazendo-os cooperar com suas preces ardentes de caridade na obtenção e distribuição das graças de que nós, ainda caminhantes neste mundo, tanta necessidade temos. Com o coração cheio de confiança, recorramos com ainda mais insistência ao socorro dos santos e santas do Céu, incorporados indefectivelmente a Cristo e capazes, portanto, de fazer chegarem até a nós as graças que circulam em seu Corpo Místico.

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