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541. Por que Jesus devia partir?

Era necessário que Cristo, a quem tanto quer o coração humano, ainda que o ignore, partisse deste mundo para inaugurar do alto do Céu uma nova forma de estar presente entre nós.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
16, 5-11)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?' Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: o pecado, porque não acreditaram em mim; a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado".

"É bom para vós que Eu parta", diz o Senhor a seus discípulos no Evangelho desta terça-feira. Qual, porém, a razão que torna proveitosa essa ausência, que enche de tristeza o coração dos Apóstolos? Por que afinal devia Jesus voltar para Aquele que O enviara? A fé, auxiliada pelas forças naturais da razão, no-lo explica pela conveniência de que a humanidade de Cristo, uma vez glorificada após a Ressurreição, se tornasse junto ao Pai a nossa intercessora e inaugurasse uma nova forma de Ele estar presente entre nós por seu Espírito: "Se Eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se Eu me for, Eu vo-lO mandarei". Também em virtude da Ascensão, pela qual o Senhor já não se encontra submetido às limitações do tempo e do espaço, temos agora um meio mais íntimo e profundo de entrar em contato com Ele, quer dizer, pela . É Ele mesmo quem o diz noutro lugar: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20); está conosco, não só por fazer-se substancialmente presente sob o véu do Santíssimo Sacramento, mas ainda por estar fisicamente no Céu, donde pode por sua força e graça ilimitadas tocar a nossa alma sempre que dela se produz um ato de fé. Peçamos hoje ao Espírito Santo que mova as entranhas do nosso ser a se abrirem à presença dAquele que, embora não se nos faça visível, é o mais presente dos nossos amigos, pois é o único que pode doar-se a si mesmo do infinito tesouro de sua bondade e amor.

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