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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 15, 18-21)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas, porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia.

Lembrai-vos daquilo que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós. Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.

Se no Evangelho de ontem nos falava Cristo do grande mandamento do amor, no de hoje nos fala da grande prova do amor cristão, que é suportar o ódio e a perseguição do mundo: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim”. Eis as duas caras da vida cristã que não podemos separar, se queremos preservar intacta a única fé ensinada por Cristo e sua Igreja, devemos amar-nos uns aos outros, mas havemos de ser odiados até por quem amamos: “Tudo isto eles farão contra vós por causa do meu nome”. A razão disso, recorda-a S. Pedro em sua primeira carta, dirigida aos que o príncipe dos Apóstolos chama estrangeiros (cf. 1Pd 1, 1), não por viverem no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na Ásia ou na Bitínia, mas por não terem neste mundo sua pátria definitiva: “Vivei com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (cf. 1Pd 1, 17). É a mesma razão que o Senhor dá aos discípulos, ao dizer por que hão de ser detestados por muitos: “Porque não sois do mundo, porque eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia”. O mundo a que se refere Jesus não é, obviamente, o cosmos material, criado por Deus com beleza e harmonia; é, longe disso, o “mundo” inventado pela maldade humana, com seus valores torpes, com seus princípios torcidos, com suas estruturas de pecado que induzem ao pecado. É, numa palavra, o ambiente anticristão que se respira entre os que vivem esquecidos de que foram criados para um fim mais alto, ambiente este que se traduz em formas mais ou menos institucionalizadas de julgar “normais” e “inevitáveis” atitudes que são moralmente reprováveis (v.gr., o aborto; os pecados sexuais como a masturbação, a pronografia, o homossexualismo; os métodos contraceptivos; as relações amasiadas; o divórcio; as múltiplas formas de injustiça social hoje grassantes etc.). É este mundo que nos irá odiar, sempre e invariavelmente, porque é contrário por princípio à doutrina de Nosso Senhor e ao Magistério de sua Igreja. Mas este mundo, se é um inimigo sobretudo externo, com a pressão de suas ideologias e a força de seus promotores, não deixa de ser um adversário interno, porque também nós, embora sejamos cristãos, trazemos algo de mundanidade em nossos corações, na nossa forma de pensar e agir. Por isso, são duas as frentes em que devemos lutar: primeiro, a da nossa própria consciência e interioridade, matando por uma conversão cada vez mais profunda os últimos vestígios do homem velho que habita em nós; segundo, a do nosso próprio ambiente, fazendo quanto for possível para que prevaleçam em todos os âmbitos da vida social e familiar os valores sagrados do Evangelho. Mas não percamos nunca de vista: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim”, pois “o servo não é maior que seu senhor”.

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