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Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7,6.12-14)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram!”

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da porta estreita. Trata-se do Sermão da Montanha, uma página do Evangelho não muito popular hoje em dia. Hoje, exatamente ao contrário, há uma largueza desproporcionada com relação à salvação e um otimismo que não está nos Evangelhos.

Jesus diz o seguinte: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele. Como é estreito e apertado o caminho que leva à vida e são poucos os que o encontram!”

Eu gostaria de enfatizar aqui o verbo ‘encontram’, de ‘εὑρίσκω’ (heurískō), em grego. “São poucos os que encontram o caminho”, porque o caminho é Jesus, o que quer dizer que o caminho é estreito, e isso — digamos assim — dá um golpe mortal no relativismo religioso de moda nestes tempos.

Não existem vários caminhos para o Céu. Existe um só caminho, que é Jesus. Ele é o caminho da salvação, porque Ele somente, e ninguém mais, é Deus feito homem. Por isso, Ele ergue uma ponte entre Deus e o homem. Rejeitar Jesus e não seguir a Ele, que é o caminho da salvação, é rejeitar a própria salvação, é não querer chegar ao Céu.

Vivemos num tempo em que as pessoas puseram loucamente na cabeça que “religião cria guerra”, “religião cria divisão entre as pessoas”, então não se pode ser muito “convicto” religiosamente; temos de ser relativistas religiosos.

O que se tem de fazer, então? É o seguinte: “O importante é crer em alguma coisa”. Ora, se “o importante é crer em alguma coisa”, então o caminho é largo e espaçoso, pois serve qualquer religião, qualquer crença; serão salvos os cristãos e os satanistas, os muçulmanos e os espíritas, os xintoístas e os animistas. Absolutamente todos, porque esse é o “caminho” amplo.

Mas não é o que encontramos nem nos Evangelhos nem na doutrina e na vida da Igreja de dois mil anos [1]. Se fosse tão fácil as pessoas se salvarem, então que loucura foi aquela de Deus vir morrer na Cruz por nós? Para que aquilo se a salvação é uma banalidade?

Ora, se, para sermos salvos, Deus precisou vir por um caminho tão árduo, é porque Ele precisava transmitir e realizar esta obra: que nós aceitássemos o seu Filho, Jesus Cristo. Deus poderia ter ficado tranquilo no Céu: “Ah, bom… Eles que se virem. Crendo em alguma coisa, serão salvos”. Mas não foi isso o que Deus fez.

Não somente: não é isso o que a Igreja viveu. Durante séculos, os mártires derramaram o sangue porque sabiam que, se saíssem do caminho estreito que era Jesus, quer negando-o, quer indo para outros deuses, seriam condenados ao inferno. Durante séculos, os missionários atravessaram oceanos para salvar as almas dos índios — dos nossos índios brasileiros — que já criam “em alguma coisa”! 

Se basta crer em alguma coisa, então fiquemos em casa, comendo pipoca e assistindo à televisão! Para que ser missionário?… Ora, essa ideia relativista religiosa, segundo a qual o importante é crer “em alguma coisa”, contradiz o cristianismo na sua própria essência, na sua história e na sua doutrina.

Então, o que fazer? Jesus está se lamentando, ao dizer: “São poucos os que encontram o caminho”. São poucos os que encontram Jesus. Então, vamos nós, pescadores de homens, levar as pessoas para o caminho, que é Cristo. Conhecendo a Ele, nosso Deus, Senhor e Salvador, estaremos conduzindo muitos ao caminho da salvação e da paz.

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