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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 5, 33-37)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei.

Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

1. O juramento. — A Lei antiga proibia o perjúrio (cf. Nm 30, 3; Lv 19, 12; Dt 5, 11; 23, 22): “Cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor”, isto é, o que por voto ou juramento houveres prometido. Os mestres judeus colocavam toda a força do preceito nas palavras “ao Senhor”, de modo que só consideravam válidos os juramentos feitos com invocação expressa do nome de Deus: “Se alguém jura pelo céu, pela terra ou pelo sol, não há juramento” (Maimônides, In Shebuoth, c. 12; cf. Mt 23, 16-22). Quanto ao juramento, duas coisas prescreve Cristo no Evangelho de hoje:

a) Não jurar de modo algum, a não ser que o exija uma causa suficiente. Ora, que seja lícito jurar às vezes ensina-o tanto a praxe da Igreja quanto o exemplo dos santos (cf. Rm 1, 9; 2Cor 1, 23; Ap 10, 6 etc.).

b) Não jurar nem pelo céu nem pela terra etc. Logo, Nosso Senhor proíbe não só os juramentos em que se invoca expressamente o nome de Deus, mas também aqueles de cuja verdade são invocados como testemunhas as criaturas submetidas ao domínio dele, sobretudo aquelas em que resplandece algum dos atributos divinos (e.g., santidade, força etc.), ou que a Ele estão especialmente consagradas (e.g., o Templo de Jerusalém), ou que são governadas de modo especial pela sua Providência (e.g., a cabeça, ou seja, a vida do homem). A literatura rabínica nos faz saber que era frequentíssimo entre os judeus esse tipo de juramento feito em nome das criaturas, sem que se desse muita importância à veracidade das palavras.

2. A mentira. — O que no v. 34 o Senhor ordenara a seus discípulos, isto é, que se abstivessem de jurar, propõe-lhos novamente no. v. 37, mas de forma positiva: “Seja o vosso ‘sim’ ‘sim’, e o vosso ‘não’ ‘não’”, quer dizer, contentai-vos com uma simples afirmação ou negação, sem nenhum juramento adicional. “Tudo o que for além disso”, ou seja, tudo o que acrescentardes à simplicidade de vossas afirmações ou negações, “vem do Maligno” (ἐκ τοῦ πονηροῦ), isto é, do diabo, também chamado ὁ πονηρός (cf. Mt 6, 13; 13, 19), que dissemina inimizades e dissensões. Aqui também se proíbe a mentira, da qual é pai o mesmo demônio (cf. Jo 8, 44), e se prescreve, por conseguinte, a veracidade incondicional de nossas palavras: não é lícito jamais mentir, ainda que em matéria leve ou em assunto de pouca monta, porque a mentira a) é uma ofensa a Deus, que é a própria Verdade (cf. Ap 21, 8; Pr 19, 9; 12, 22; Sl 5, 7); b) prejudica toda a sociedade, destruindo as relações de mútua confiança e gerando suspeitas; c) e faz mal ao próprio mentiroso, tanto em sua reputação e fortuna como na estimação que tem de si mesmo (cf. Sb 1, 11).

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