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1128. A eternidade que começa pela fé

Os que acolhem a Cristo e creem em seu santo Nome, ainda que morram biologicamente, trazem dentro de si a própria vida eterna, que começa aqui pela fé e que se consumará depois da morte pela visão plena daquele em que acreditamos.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 11, 1-45)

Naquele tempo, Lázaro caiu doente em Betânia, onde estavam Maria e sua irmã Marta. Maria era quem ungira o Senhor com o óleo perfumado e lhe enxugara os pés com os seus cabelos. E Lázaro, que estava enfermo, era seu irmão. Suas irmãs mandaram, pois, dizer a Jesus: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”. A essas palavras, disse-lhes Jesus: “Esta enfermidade não causará a morte, mas tem por finalidade a glória de Deus. Por ela será glorificado o Filho de Deus”.

Ora, Jesus amava Marta, Maria, sua irmã, e Lázaro. Mas, embora tivesse ouvido que ele estava enfermo, demorou-se ainda dois dias no mesmo lugar. Depois, disse a seus discípulos: “Voltemos para a Judeia”. “Mestre” – responderam eles –, “há pouco os judeus te queriam apedrejar, e voltas para lá?” Jesus respondeu: “Não são doze as horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz”. Depois dessas palavras, ele acrescentou: “Lázaro, nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo.” Disseram-lhe os seus discípulos: “Senhor, se ele dorme, há de sarar”. Jesus, entretanto, falara da sua morte, mas eles pensavam que falasse do sono como tal. Então, Jesus lhes declarou abertamente: “Lázaro morreu. Alegro-me por vossa causa, por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos a ele.” A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: “Vamos também nós, para morrermos com ele”.

À chegada de Jesus, já havia quatro dias que Lázaro estava no sepulcro. Ora, Betânia distava de Jerusalém cerca de quinze estádios. Muitos judeus tinham vindo a Marta e a Maria, para lhes apresentar condolências pela morte de seu irmão. Mal soube Marta da vinda de Jesus, saiu-lhe ao encontro. Maria, porém, estava sentada em casa. Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido! Mas sei também, agora, que tudo o que pedires a Deus, Deus te concederá”. Disse-lhe Jesus: “Teu irmão ressurgirá”. Respondeu-lhe Marta: “Sei que há de ressurgir na ressurreição no último dia”. Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisso?” Respondeu ela: “Sim, Senhor. Eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo”.

A essas palavras, ela foi chamar sua irmã Maria, dizendo-lhe baixi­nho: “O Mestre está aí e te chama”. Apenas ela o ouviu, levantou-se imediatamente e foi ao encontro dele. (Pois Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava ainda naquele lugar onde Marta o tinha encontrado.) Os judeus que estavam com ela em casa, em visita de pêsames, ao verem Maria levantar-se depressa e sair, seguiram-na, crendo que ela ia ao sepulcro para ali chorar. Quando, porém, Maria chegou onde Jesus estava e o viu, lançou-se aos seus pés e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!” Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: “Onde o pusestes?” Responderam-lhe: “Senhor, vinde ver.” Jesus pôs-se a chorar. Obser­varam por isso os judeus: “Vede como ele o amava!” Mas alguns deles disseram: “Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse?”

Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepul­cro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: “Tirai a pedra”. Disse-lhe Marta, irmã do morto: “Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí…”. Respondeu-lhe Jesus: “Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus?” Tiraram, pois, a pedra. Levantando Jesus os olhos ao alto, disse: “Pai, rendo-te graças, porque me ouviste. Eu bem sei que sempre me ouves, mas falo assim por causa do povo que está em roda, para que creiam que tu me envias­te”. Depois dessas palavras, exclamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” E o morto saiu, tendo os pés e as mãos ligados com faixas, e o rosto coberto por um sudário. Ordenou então Jesus: “Desatai-o e deixai-o ir”.

Muitos dos judeus, que ti­nham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele.

Apresenta-nos o Evangelho de hoje um dos maiores milagres realizados por Nosso Senhor durante o seu ministério público: a ressurreição de Lázaro, que se destaca não só pelo extraordinário do acontecimento, mas também por ser um divisor de águas, já que é a partir de agora que os inimigos de Cristo começarão a maquinar a sério uma forma de o matar. É verdade que, antes desta, já tinha Jesus realizado outras ressurreições: a da filha de Jairo, a do filho da viúva de Naim e, como é de supor, outras muitos que os evangelistas, pelo motivo que for, não quiseram legar-nos por escrito. O que diferencia esta das outras ressurreição de que temos notícia é que, no caso de Jairo, a filha morrera havia pouco e nem fora tirada da cama; no caso da viúva, o filho estava ainda no féretro, a caminho do cemitério; enquanto, no caso da família de Betânia, Jairo estava sepultado havia já quatro dias e começava a cheirar mal. Mas nada disso é impedimento para que o Senhor realize um sinal estupendo e, por meio dele, nos revele e ensine verdades ainda mais admiráveis. E o que nos quer dizer Ele com a ressurreição de Lázaro? Deixemos que a própria Palavra encarnada nos manifeste o sentido de suas obras: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11, 25-26). Assim, ao trazer Lázaro de volta a esta vida, aponta a Senhor para outra; ao recompor uma vida biológica, que dali a pouco tornaria a morrer, indica Ele a existência de uma segunda, espiritual, que jamais terá fim. Por isso, o que Ele faz com Lázaro, no plano meramente físico corporal, é o que Ele deseja fazer conosco, no plano moral e espiritual: dando a vida a um, quer-nos dar a vida a todos; ressuscitando a um amigo pela fé de suas irmãs, quer Ele dar-nos a vida aos seus irmãos pela fé que nele temos. “Crês nisso?”, pergunta a Marta e, mediante ela, a cada um de nós, e é da resposta a esta pergunta que depende o nosso futuro, porque “aquele que crê em mim, ainda que esteja morto” biologicamente, se tiver fé e nela me acolher, este “viverá” eternamente. Com efeito “a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deu”, isto é, de poderem participar da vida inacabável de Deus, que é infundida em nossas almas, como uma semente que não morre e um penhor de firme garantia, por meio da fé em Jesus Cristo. — E qual tem sido nossa resposta a Ele? Cremos? E, se cremos, deixamos que as preocupações da vida e o afã de riquezas sufoquem a nossa fé? E, se porventura a trazemos sepultada, como a um Lázaro mal cheiroso, por que não clamamos a Cristo que nos tire do peito este cadáver e o faça reviver, a fim de que, crendo no que não passa e amando o que é eterno, renasçamos um dia para a perenidade dos filhos de Deus?

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