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Memória de Santa Inês

“Serão levadas ao rei as virgens que constituem o seu cortejo. Todas as suas companheiras serão levadas à tua presença, ó Rei, cantando de alegria. Serão consagradas ao Senhor dentro do templo” (Sl 44, 15-16).

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 3, 7-12)

Naquele tempo, Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.

Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

Celebramos hoje a memória de S. Inês. A memória dessa mártir tão jovem, morta com apenas 12 anos, é privilegiada pela Liturgia de rito romano, porque foi em Roma que a martirizaram, no circo da Praça Navona, um lugar muito visitado hoje por turistas. Alguns pontos importantes sobre o martírio de Inês. Ao comentar o martírio dela, S. Ambrósio vê um grande contraste entre, de um lado, a fragilidade física do corpo, tão franzino e de membros tão pequenos que não havia algemas estreitas o suficiente para prendê-lo, e, de outro, a fortaleza interior. Sabemos que a fortaleza é a grande virtude dos mártires, que enfrentam a morte e a crueldade por amor a Cristo. Mas o que é a fortaleza? É a virtude que governa os nossos esforços em busca do bem árduo. De fato, existem bens fáceis de obter — basta estender a mão —, como um sorvete, um picolé etc.; mas há bens que valem a pena por serem elevados e, geralmente, árduos, difíceis de alcançar. Os mártires não manifestam apenas as virtudes humana e infusa da fortaleza, mas também o dom do Espírito Santo de mesmo nome e por isso realizam em vida uma força que só pode ser divina. Quando lemos as atas do martírio de S. Inês, ficamos admirados de ver como o testemunho daquela menina chegou a abalar os próprios carrascos, que, diante das manifestações do poder de Deus nela, tão frágil, começaram a ter medo de executá-la. Cheia, porém, de fortaleza e do Espírito Santo, Inês mesma se apresenta e pede que lhe tirem logo a vida do corpo, que não poderia ser amado por alguém que não fosse o seu Esposo celeste, Jesus. Ambrósio acrescenta que nem uma noiva recém-casada correria para os braços do marido com o entusiasmo e o amor com que Inês correu para o martírio. Não só isso: Inês era frágil não apenas fisicamente, mas também moral e juridicamente, por ser mulher e menor de idade, incapaz pelo direito da época de fazer qualquer coisa. Ela não podia nem sequer comparecer nos tribunais para testemunhar em favor de ninguém, e no entanto Deus lhe concedeu pela graça a capacidade de testemunhar o seu amor a Cristo. São esses prodígios da ação divina que a Igreja cultua ao venerar os santos! A Igreja venera o fato de os santos agirem de forma divina. É importante ter claro o conceito de santidade. A heroicidade das virtudes dos santos não está no fato de que eles fazem coisas “admiráveis”. Não. Quando a Igreja olha para os santos, reconhece neles a operação dos dons do Espírito Santo, atos humanamente impossíveis e, por isso mesmo, divinos. Tão pequena fisicamente, tão desprezível juridicamente, Inês foi elevada pelo Espírito Santo à estatura de um gigante — a grande S. Inês, que, noiva de Cristo, corre para os braços do Esposo, com a fortaleza que supera a morte e a veracidade da testemunha mais fiel.

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