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667. A ética, sem amor, não passa de “etiqueta”

Ao repreender os fariseus pelo modo com que observam a Lei, Jesus não quer que façamos pouco caso dos preceitos de nossa religião, mas antes que os cumpramos com aquela disposição interior de caridade sem a qual as nossas ações se tornam pura “etiqueta”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 37-41)

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”.

É o amor que nos faz puros e realizados. Eis o que Jesus procura ensinar-nos no Evangelho desta terça-feira. Com efeito, na polêmica em que o vemos envolvido hoje com os fariseus, destaca-se, de modo particular, a impossibilidade de uma moral que não envolva o coração responder plenamente ao projeto de Deus para o homem. Porque se a moral natural, por um lado, é o estudo e a prática dos atos humanos na medida em que se ordenam ao bem, ou seja, àquilo que nos convém como homens e nos realiza como tais, a moral cristã, por outro, é o estudo e a prática desses mesmos atos enquanto ordenados à bem-aventurança eterna, que é o fim último que todos estamos chamados a realizar. Acontece, porém, que só chegaremos a esse fim se as nossas ações, além de serem conformes à lei natural e aos mandamentos divinos, estiverem informadas e vivificadas pela caridade. Sem este elemento fundamental, a ética cristã corre o risco de degradar-se em mera “etiqueta”, num simples cumprimento de regras divorciadas das disposições interiores que nos põem em “sintonia” com as palpitações do Coração de Jesus. O cristão, mais do que obedecer farisaicamente a um conjunto de normas de conduta, mas sem deixar de lado os deveres que lhe impõem a sua religião, tem de levar uma vida empapada de amor, na qual cada ação deixe transparecer o desejo sincero de tudo fazer para a maior glória de Deus. Que o Senhor renove, pois, os sentimentos de nossa alma (cf. Ef 4, 23) e nos conceda a graça de o amarmos como convém e o termos sempre como princípio e fim dos nossos trabalhos.

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