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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
21, 5-11)

Naquele tempo, algumas pessoas comentavam a respeito do templo, que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: "Admirais essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído."

Mas eles perguntaram: "Mestre, quando será, e qual o sinal de que isso está para acontecer?" Ele respondeu: "Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu!' e ainda: 'O tempo está próximo'. Não andeis atrás dessa gente! Quando ouvirdes falar em guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim." E Jesus continuou: "Há de se levantar povo contra povo e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fome e pestes em vários lugares; acontecerão coisas pavorosas, e haverá grandes sinais no céu."

Jesus nos dirige hoje o seu discurso escatológico, isto é, as suas profecias a respeito do Fim dos Tempos e dos eventos que o sinalizarão. É importante ter presente que, no contexto da narrativa de São Lucas, esses ensinamentos de Cristo estão relacionados à destruição tanto da cidade santa quanto do Templo de Jerusalém, identificado noutra passagem com o próprio corpo do Senhor. "Não ficará pedra sobre pedra", diz Jesus, referindo-se à futura ruína do Templo e à oblação do seu corpo no patíbulo da Cruz. O Evangelho desta 3.ª-feira, com efeito, pode ser lido à luz da Paixão e da Páscoa do Senhor e servir, de resto, como o itinerário que a Igreja terá de percorrer até o advento do seu Senhor, cuja vida imita e, de certo modo, recapitula. Jesus indica, pois, à Igreja e a cada um de nós que não há outro caminho para a glória da ressurreição, do triunfo definitivo sobre morte, senão a páscoa, isto é, o sofrimento, amorosamente padecido e tolerado, das cruzes que dia a dia somos convidados a carregar (cf. Mt 10, 38; Mc 8, 34).

O próprio Catecismo (cf. n. 677) nos recorda que a Igreja como um todo, seguindo o Senhor em sua Morte e Ressurreição, só entrará na alegria definitiva do Reino por meio da "derradeira Páscoa", da provação final "que abalará a fé de muitos crentes." Assim também nós, membros deste Corpo e, portanto, destinados a padecer o que padeceu Cristo, cabeça da Igreja, temos de abraçar o caminho da cruz que nos está reservado. "Haverá grandes terremotos, fome e pestes em vários lugares; acontecerão coisas pavorosas, e haverá grandes sinais no céu", diz Nosso Senhor, "mas não será logo o fim", porque é "preciso que essas coisas aconteçam primeiro." Porque é pelo sofrimento que Deus nos salva; é pela morte que nos faz entrar na verdadeira vida; é pela paciência no sofrimento que nos dá a alegria do seu convívio; é, enfim, pela crucificação do mundo e de nossas vidas que Ele nos chama a participar da ressurreição do seu Filho, "primogênito entre uma multidão de irmãos" (Rm 8, 20).

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