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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 5, 12-16)

Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”.

Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.

No Evangelho de hoje, que ainda se insere no tempo da Epifania, vemos Jesus manifestar-se e, em seguida, esconder-se do povo: Ele se manifesta, por um lado, curando os doentes e atraindo multidões, mas também se oculta, por outro, a fim de poder entregar-se à oração em lugares solitários. Vimos no Evangelho de ontem, com efeito, que Deus se nos faz presente ao se esconder nas realidades ordinárias do nosso dia-a-dia, porque, para Ele, em quem não há divisões de nenhuma sorte, também o ocultar-se faz parte de suas manifestações. De fato, mesmo depois do início de sua vida pública, que é uma grande Epifania estendida pelo espaço de três anos, Jesus busca resguardar-se daqueles mesmos olhares que, por seus milagres e pregações, Ele tinha atraído para si. E não só isso: ordena a muitos dos que cura e perdoa a que não digam nada a ninguém, o que não impede, em todo caso, que a sua fama vá crescendo cada vez mais. O Senhor oscila, pois, entre o dar-se a conhecer publicamente e, ato contínuo, a fugir e a se esconder, porque sabe que a sua manifestação — a sua Epifania — mais profunda aos homens é também a mais oculta: ela se dá, não nos milagres e portentos exteriores, mas na iluminação interior do nosso coração, a cuja intimidade só Ele tem acesso. Tanto é assim que muitos dos seus milagres, como a ressurreição de Lázaro, embora manifestassem a olhos vistos quem Ele era, não levaram à fé a todos os que os viram. Jesus sabe que de nada valem as epifanias públicas mais clamorosas se não lhe darmos a chance de fazer brilhar em nós a luz da fé. É por isso que Ele se retira para rezar em lugares solitários, não só para pedir ao Pai que nos conduza à obediência da fé, mas para nos ensinar por seu exemplo que também nós precisamos ter uma vida pessoal de oração: a nossa vida cristã não pode, em resumo, ser simples exterioridade barulhenta, mas interioridade silenciosa, que é o santuário espiritual em que Deus quer acender a luz da sua graça.

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