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490. Do temor ao amor

O preceito positivo da caridade só foi definitivamente promulgado quando da entrada de Israel na Terra Santa, após 40 anos de longa preparação e árdua penitência. Em que sentido este detalhe pode iluminar nossa vida interior?

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
12, 28b-34)

Naquele tempo, um mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" Jesus respondeu: "O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes." O mestre da Lei disse a Jesus: "Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios." Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: "Tu não estás longe do Reino de Deus." E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

No primeiro dos Mandamentos, entregues ao povo eleito por mãos de Moisés, Deus nos proíbe de cometer o pecado da idolatria (cf. Ex 20, 4); o preceito positivo de O amar acima de tudo, porém, está contido, não no episódio do Sinai, mas em Dt 6, 5, ou seja, no contexto da entrada definitiva dos israelitas na Terra Santa, após quarenta anos de preparação e penitência. Há nesta dinâmica da história da salvação algo de semelhante ao que se passa conosco, em nossa vida de progresso na santidade. De fato, o nosso relacionamento com Deus se pauta, a princípio, no temor meramente servil, manifestado concretamente na observância da lei divina e no espírito de reparação de nossos pecados; é só depois de uma etapa mais ou menos longa e árdua de purificação que o nosso coração, já bem disposto, se torna apto para viver o amor filial que o Senhor deseja de nós. É este o caminho, pois, que a Igreja nos propõe a cada Quaresma; obediência aos Mandamentos, penitência e mortificação são, com efeito, a única porta de entrada para a "terra prometida" da intimidade amorosa com Deus. Não percamos de vista esta rota segura, querida pelo mesmo Senhor, em direção à santidade e à perfeição da caridade. Confiantes no auxílio divino, sigamos este itinerário e, insistindo ainda mais no exercício das obras quaresmais, alimentemos a esperança certa de chegarmos um dia à plena amizade com Deus.

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