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A graça da filiação adotiva

“A todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.”

Texto do episódio
540

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 11, 1-4)

Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”.

No Evangelho de hoje, um dos discípulos de Jesus, que observara o Mestre rezando, pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11, 1). Nosso Senhor, então, ensina-lhes a oração do “Pai-Nosso”.

É realmente importante aprendermos a rezar. Se alguém nos mandasse falar uma língua estrangeira desconhecida, diríamaos: “Ninguém me ensinou! Eu não sei falar esse idioma”. A mesma coisa acontece com a oração: ela precisa ser aprendida por nós para, desse modo, entendermos a linguagem de Deus. Jesus, então, apresenta-nos essa realidade ao dizer que devemos chamar a Deus de Pai, um ato de imensa densidade para nós, cristãos. 

Ora, não se trata simplesmente de dizer metaforicamente que Deus é nosso Pai, como os gregos faziam em relação a Zeus ou os romanos em relação a Júpiter. Eles sabiam que não eram seus filhos de verdade. Já conosco é diferente, porque sabemos que Jesus é “consubstancial ao Pai”, ou seja, da mesma natureza de Deus, assim como nós somos da mesma natureza humana de nossos pais.

Jesus, sendo a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é da mesma natureza de Deus, vive na intimidade do Pai e, portanto, pode dizer: “Abba”, “Pai”. Logo, ao nos ensinar a rezar, Cristo está nos introduzindo numa realidade sobrenatural na qual, no Céu, o Pai ama o Filho, e o amor do Pai pelo Filho — e, consequentemente, o do Filho pelo Pai — é o Espírito Santo.

E como nós entramos nessa felicidade trinitária? O próprio Jesus o disse: “Eu sou o caminho”. Ele é a porta que nos conduz e, se estivermos unidos a esta divina Pessoa que se fez homem igual a nós pelo Espírito Santo, poderemos chamar a Deus de Pai.

Que alegria podermos ser filhos no Filho Jesus! Enquanto as outras religiões chamam a seu deus de pai por metáfora, nós chamamos a Deus de Pai pela graça! Como diz o prólogo de São João, não fomos gerados nem pela vontade da carne, nem pelo sangue, mas nascemos de Deus: “Ex Deo nati sunt”. Essa é a graça que nós recebemos do Filho, Jesus Cristo.

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