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Festa da Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior

Segundo a tradição, no séc. IV, em pleno verão, a Virgem Maria teria aparecido sobre o monte Esquilino e, como por milagre, feito nevar apenas ali, para indicar o seu desejo de que lhe fosse erigida uma igreja naquele lugar: a futura Basílica de Nossa Senhora Maior.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 15, 21-28)

Naquele tempo, Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”.

Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.

A Igreja festeja hoje a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, construída no alto do monte Esquilino, uma das sete colinas sobre as quais Roma foi fundada. Segundo conta a tradição, durante o pontificado do Papa Libério, em pleno mês de agosto, o mais quente do ano na Cidade Eterna, a Virgem Maria teria aparecido no topo do Esquilino e feito nevar apenas sobre aquele monte, para indicar que ali havia de ser-lhe construído um novo templo. É por isso que esta Basílica recebe também o nome de Nossa Senhora das Neves, como foi chamada durante vários séculos. Seja verídica ou não, dada a falta de documentos históricos suficientes que a comprovem, essa história tem uma importante lição a nos ensinar sobre a vinda a este mundo da graça divina. Sobre a terra árida e estéril do pecado, Deus faz nevar, como por um milagre, o floco puríssimo da Virgem Maria, a Imaculada Conceição, que com sua presença angelical é como um manto de amor a Deus a cobrir a aridez dos pecadores. Ela, Mãe do Verbo encarnado, é também sinal da graça, já que por sua intercessão nos chegam todos os auxílios necessários para que também em nossas almas nasça Jesus. É muito significativo, neste sentido, que no altar central desta Basílica se encontrem as relíquias do presépio, daquela humilde manjedoura em que Cristo teria nascido, símbolo expressivo de que, no coração da cristandade, na cidade em que Deus quis assentar a cátedra perpétua de S. Pedro, está presente a Virgem SS., em cujo seio foi gerado segundo a carne o nosso Redentor e por cuja intercessão o mesmo Salvador quer ser gerado misticamente em nossas almas. — Que ela, salus populi Romani et Christiani, nos guarde sempre sob a proteção de seu manto alvíssimo e nos alcance, por seus méritos e preces, uma perfeita pureza de corpo e alma, a fim de podermos sair sem culpas deste mundo pelo auxílio daquela que nele entrou sem mancha de pecado.

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