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293. Festa da Transfiguração do Senhor

Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
9, 28b-36)

Naquele tempo, Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.

Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.

E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: "Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias".

Pedro não sabia o que estava dizendo. Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: "Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!"

Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

A Igreja se enche hoje de incomparável júbilo ao comemorar a festa da Transfiguração do Senhor. Por ocasião desta celebração, é lida nas paróquias de todo o mundo a narração que São Lucas nos deixou deste marcante e singular episódio na vida de Cristo Jesus. Com seu olhar tipicamente médico e "cirúrgico", o evangelista nos faz notar que a Transfiguração do Senhor deu-se enquanto Ele, tendo subido ao cume do Tabor com seus três discípulos diletos, entregava-se à oração: "Enquanto rezava", ouvimos há pouco, "seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante"; o Filho do Homem, achado na condição de escravo, deixa transparecer a glória da sua divina Pessoa justamente ao rezar, ao dirigir-se ao seu Deus-Pai. Assim também muitos santos de que se gloria a madre Igreja tiveram experiência desta "mudança de aparência" a que alude o Evangelho. Basta-nos aqui lembrar de frei Galvão, por exemplo, cujas preces — segundo o testemunho dos que o acompanhavam em viagem — inundavam de luz o seu pequeno aposento.

Mas como será possível rezar de tal modo e chegar a tamanho grau de oração? É o mesmo Evangelho que no-lo responde, onde diz que os discípulos se viram encobertos por uma nuvem, pelo que é significada a sua entrada na obscuridade da fé. Comprovam-no em seguida as palavras que o Pai dirigiu do alto do céu àqueles apóstolos amedrontados: "Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que Ele diz!" Ter fé, amadurecer na fé, viver da fé. É este o meio que o Senhor deixou aos que desejam crescer em espírito e santidade. Também São Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, faz eco a esta doutrina: a justiça de Deus se obtém pela fé e à fé conduz, como está escrito: "O justo viverá pela fé" (Hab 2, 4; Rm 1, 17). Por isso, precisamos entrar na nuvem e, crendo, sem ver, no que diz o Senhor — Escutai-O! —, caminhar pela fé, pela confiança absoluta na palavra infalível de Deus, que não se engana nem nos pode enganar. Peçamos a Ele, pois, que nos ajude a crer com mais firmeza, a crer não devido a razões e consolações humanas, mas porque Ele mesmo deseja que creiamos e, apoiados na sua perfeita veracidade, Lhe prestemos o nosso mais dócil e filial assentimento.

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