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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
7, 6.12-14)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram!"

Celebramos nesta terça-feira a memória devocional de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, um dos muitos títulos por que nossa Mãe do Céu é conhecida e honrada pelos fiéis. A Virgem Santíssima, com efeito, é aquela a quem podemos recorrer com toda confiança, como bem ilustra o famoso ícone (proveniente, ao que parece, da Ilha de Creta) em que a vemos retratada com o Menino ao colo. Trazida para a Itália por volta do século XV e depois confiada aos Redentoristas, essa imagem nos mostra a Virgem Maria com um véu azul, símbolo de sua perpétua virgindade, e carregando nos braços a divina Criança, representada aqui com doze anos, mas nas proporções de um recém-nascido, a fim de significar a plenitude de sabedoria que Cristo, Deus feito homem, já possuía antes mesmo de chegar à idade em que o Evangelho no-lo apresenta em Jerusalém "sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os" (Lc 2, 46). Outro detalhe expressivo deste ícone, um dos mais belos exemplares da Hodegétria, é a mão direita da Virgem, que aponta para Jesus como o caminho e a salvação do mundo (cf. Jo 14, 6).

Percebemos também que por baixo do véu de Maria há uma túnica cuja cor vermelha simboliza a Paixão que aquele Menino, recolhido junto ao peito da Mãe, sabe estar à sua espera. Nos cantos superiores esquerdo e direito vemos, respectivamente, os arcanjos São Miguel, com a lança e a espoja, e São Gabriel, com a cruz e os cravos — duas imagens que nos recordam, em tons vivos, que o Senhor contemplava desde pequenino o cálice que o Pai lhe havia preparado. O que este ícone nos quer ensinar, enfim, é que temos em Maria SS. o nosso socorro e refúgio em meios às cruzes e sofrimentos da vida. A ela nos devemos lançar, pois, com a confiança de filhos, como outros Cristos que, configurados ao Filho único e verdadeiro, encontramos na Mãe do Redentor a Mãe dos redimidos. Que a imagem de Maria e a lembrança de seu constante patrocínio nos encham sempre de alento e força para continuarmos, sustentados pela graça de Deus, a combater o bom combate, como soldados para quem a coroa do sofrimento passageiro do mundo é a felicidade eterna do Céu.

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