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387. Memória dos Santos André Dung-Lac, João Teófanes Venard e companheiros

Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
21, 20-28)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. Então, os que estiverem na Judeia, devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se; os que estiverem no campo, não entrem na cidade. Pois esses dias são de vingança, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras.

Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá uma grande calamidade na terra e ira contra este povo. Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima".

"Quando estas coisas começarem a acontecer", diz o Senhor no Evangelho de hoje, "levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima". Propícias são essas palavras de consolação para este 23 de novembro, dia em que a Igreja celebra a memória de Santo André Dung-Lac, Presbítero, e seus companheiros mártires, mortos por causa de Cristo em meados do século XIX, no Vietnã.

No meio dessa multidão de homens de fé — 117 canonizados! — sobressai a figura, desconhecida porém luminosa, de Jean-Théophane Vénard (ou, simplesmente, João Teófanes Venard, para os lusófonos). Nascido na França em 1829 e ordenado sacerdote em 1852, Teófanes partiu ao Vietnã neste mesmo ano em missão, já ciente da cruel perseguição que se abatia naquelas terras sobre os servidores do Evangelho. Mesmo prudentemente se disfarçando em seu apostolado de converter os pagãos, um dia ele terminou capturado. Foi daí que saíram seus mais conhecidos atos de amor a Cristo — dispostos em cartas —, razão pela qual um bispo, falando de sua vida, chegou a dizer que, na prisão, Venard mantinha o coração alegre como o de um passarinho na gaiola. O jovem sacerdote esperou ardentemente por seu martírio até que, enfim, no dia determinado, 2 de fevereiro de 1861, o algoz que o iria decapitar, vendo suas roupas e interessado em tomá-las para si, perguntou-lhe: "O que você me dará para que eu o mate o mais rápido possível, sem sofrimento?", ao que Venard retorquiu, de pronto: "O quê? Não! Quanto mais longo o suplício, melhor". O santo sabia, afinal, que sofreria por amor a Cristo. Vendo próxima a sua libertação, São João Teófanes Venard não teve medo de literalmente "erguer a sua cabeça", dispondo-a para ser arrancada por seus carrascos. À sua semelhança, sejamos também nós capazes de levantarmo-nos e mantermos a fronte erguida para conservar em nossas almas a amizade com o Senhor. — Santo André Dung-Lac e companheiros mártires, rogai por nós!

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