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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 12, 49-53)

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra!

Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer a divisão. Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”.

Celebramos hoje com grande alegria a memória do primeiro santo nascido em território brasileiro, o bem-aventurado Antônio de Sant’Anna Galvão, popularmente conhecido como Frei Galvão. Nascido no interior de São Paulo, na cidade de Guaratinguetá, no ano de 1739, S. Antônio pertenceu à Ordem dos Frades Menores Alcantarinos, uma reforma de estrita observância da Ordem franciscana. Professou votos em 1761 e, logo no ano seguinte, foi ordenado presbítero. Exerceu diversas funções dentro de sua comunidade religiosa, inclusive a de sacristão do próprio mosteiro. Entregue de corpo e alma à expansão do Reino de Deus, S. Antônio dedicou-se ativamente à evangelização de São Paulo, fecundando suas terras com muitas obras de caridade, a ponto de fundar um convento para algumas monjas concepcionistas, às quais serviu ainda como diretor espiritual. Morreu em odor de santidade no dia 23 de dezembro de 1882. Foi declarado beato por S. João Paulo II no dia 25 de outubro de 1998 e elevado à honra dos altares em 11 de maio de 2007 pelo Papa Bento XVI.

Apesar de ser considerado o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão nasceu numa época em que o Brasil ainda era território português. Além disso, como se sabe, em 1773 a Companhia de Jesus foi oficialmente suprimida por ordem do Papa Clemente XIV. No entanto, já durante o pontificado de Bento XIV, em 1758, o Marquês de Pombal conseguira do Rei José I de Portugal que os jesuítas fossem deportados da América, deixando assim um vácuo sem precedentes na história intelectual do nosso país. De um dia para outro, o Brasil perdeu boa parte de seus professores, e é no contexto dessa miséria espiritual e educativa que terá lugar a atividade evangelizadora de Frei Galvão. Ele, como bom franciscano, terá como principal arma para levar luz e inteligência ao povo paulista a entranhável devoção à Imaculada Conceição da Virgem Maria, à qual Portugal e, por tabela, o próprio Brasil estavam consagrados havia séculos. Nós, que vivemos hoje uma miséria moral e espiritual maior do que a que S. Frei Galvão encontrou, temos neste grande santo brasileiro um intercessor único a que recorrer na nossa luta diária contra os que desejam instrumentalizar a educação para fins perversos. Que S. Frei Galvão, velando pelo Brasil do alto céu, nos alcance a graça necessária para lutarmos contra as ideologias deformadoras e, mantendo-nos muito unidos à Virgem Imaculada, fazermos do Brasil verdadeira Terra da Santa Cruz.

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