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1353. Memória de Santo Estêvão

A seriedade que significa o nascimento do Salvador na noite de Natal aparece com toda clareza no martírio de Santo Estêvão, que mereceu ser o primeiro a testemunhar aquele que, de agora em diante, tem total direito sobre as nossas vidas.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 10, 17-22)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: “Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

No dia seguinte à celebração do Santo Natal, a Igreja nos faz recordar de S. Estêvão, primeiro mártir cristão. Escolhido para ser diácono a serviço dos pobres e das viúvas, Estêvão assinou com o próprio sangue o testemunho de sua fidelidade àquele que, sendo autor da vida, se entregou à morte pela nossa salvação. A festa do protomártir se insere, pois, no contexto da Oitava do Natal precisamente com o fim de recordar-nos que, uma vez que o Senhor veio e se nos revelou como amor misericordioso, já não nos pertencemos mais; somos, pelo contrário, filhos adotivos do Pai, membros místicos do Filho encarnado, um só coração no Espírito Santo: somos, numa palavra, de Jesus Cristo, em quem temos uma nova vida. O mártir, desse ponto de vista, não é só aquele inocente que se deixa ferir e matar para não renunciar à fé; é, de forma ainda mais profunda, aquele que prefere dar a própria vida corporal para não perder esse amor, que é Cristo, nosso Salvador. O martírio, por conseguinte, é no fundo um mistério de amor, a última prova e mais radical de uma caridade perfeita, arrebatadora. Ora, o amor, como celebrado ontem, fez-se carne e quer fazer-se experiência vivida em cada um de nós. Sim, nasceu-nos ontem o amor, e agora é preciso que, nele crendo, cresçamos de fé em fé, de esperança em esperança, de amor em amor; é preciso que, com a força do Espírito Santo derramado em nossas almas, estejamos dispostos a deixar tudo — todos os falsos “amores” deste mundo, por mais duro que isto seja —, a fim de lucrarmos a Cristo e sermos todos para Ele, assim como Ele, reduzindo-se a nada, fez-se tudo para nós. Peçamos hoje à Virgem SS., cujo Coração amoroso se alegra nestes dias com o nascimento de seu Filho querido, nos alcance a graça de, a exemplo dos mártires, conseguirmos amar de volta o nosso único e grande amor. Que possamos também, pela intercessão de S. Estêvão, ter uma morte, se não pelo martírio de sangue, ao menos cristiforme em espírito, como é a morte de todos mártires: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito” (At 7, 59).

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