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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7, 6.12-14)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!

Deus quer que sejamos santos. Mas essa vontade divina não se dirige apenas a uns poucos, vocacionados à vida quer religiosa, quer eremítica, mas a todos os fiéis batizados. Ele chama a cada um de nós, no seu próprio estado de vida, àquela perfeição no amor que deve brilhar na alma de todos os seguidores de Jesus Cristo. Esse chamado universal à santidade, ensinado solenemente pelo Concílio Vaticano II, constitui um dos núcleos fundamentais da pregação de S. Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei, cuja memória a Igreja hoje celebra em sua Liturgia. Mas como nós, “jovens e velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes”, podemos chegar à santidade que Deus nos deseja? A porta de entrada que S. Josemaría nos indica, em uníssono com todos os demais mestres espirituais, não é outra senão a intimidade da oração, o falar a Deus de coração a coração. Só assim podemos crescer em familiaridade e confiança com o Senhor, no qual temos o modelo perfeitíssimo do que somos chamados a ser.

Essa intimidade pode começar, por exemplo, com pequenas invocações e jaculatórias, que, como rápidas chispas de fogo, vão fazendo arder pouco a pouco o amor a Deus em nossos corações; são como pequenas lembranças do céu que, ao longo do dia, nos vão atraindo a Deus como ferro à força do íman. Por meio dessas invocações constantes, a nossa alma pede, e pede insistentemente, abrindo-se à graça divina, sem a qual nada podemos fazer. Cativados assim pelo amor do Pai, começamos a amar um pouco como Jesus, o que exige, logicamente, que estejamos também unidos à sua Cruz, dispostos a sofrer com Ele e a deixar-nos purificar de nossas imperfeições cumprindo com prontidão os nossos deveres diários, suportando as pequenas incomodidades do dia-a-dia, servindo o Senhor em cada um dos que nos rodeiam. À oração íntima e ao cumprimento amoroso do nosso ofício deve estar unida também uma vida de apostolado, de preocupação sincera pela salvação das almas que o Senhor nos confiou e com as quais, com a ajuda de Deus, poderemos estar reunidos no céu para cantar eternamente as glórias da Trindade.

Ó Deus, que, por mediação da SS. Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a S. Josemaría, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão, fazei que nós também saibamos converter todos os momentos e circunstâncias da nossa vida em ocasião de vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor. Concedei-nos, por intercessão de S. Josemaría, que, através do trabalho quotidiano, nos identifiquemos com Cristo, vosso Filho, e sirvamos com amor ardente a obra da Redenção. Amém.

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