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312. Memória do Martírio de São João Batista

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
6, 17-29)

Naquele tempo, Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: "Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão". Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.

Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: "Pede-me o que quiseres e eu te darei". E lhe jurou dizendo: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino".

Ela saiu e perguntou à mãe: "O que vou pedir?" A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista". E, voltando depressa para junto do rei, pediu: "Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista". O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

A Igreja faz hoje memória do martírio de São João Batista, degolado a mando do iníquo tetrarca Herodes. A morte do Precursor, com efeito, tem muito a nos ensinar e instruir a respeito de nossa vida espiritual. E é já neste título com que ele foi dignamente coroado que vemos resumidos todos os seus méritos e virtudes. Foi precursor, em primeiro lugar, por haver nascido poucos meses antes que Cristo; precursor também por ter-se adiantado em pregar a penitência e o arrependimento; precursor, em terceiro lugar, por ter sido o primeiro a batizar, ainda que somente com água; e precursor, por fim, por ter derramado antes que Cristo o seu sangue justo e inocente. Agraciado já no ventre da mãe, Isabel, e purificado do pecado original antes de vir à luz, São João Batista foi cumulado de tais privilégios a fim de configurar-se o mais possível Àquele cujas veredas viera aplainar. Foi, portanto, em ordem a tudo quanto o Senhor haveria de realizar que João, vivendo desde pequeno sob o influxo da graça sobrenatural, teve a função de preparar os corações para receber definitivamente os dons da Nova Aliança.

É preciso lembrar, no entanto, que a pregação do Precursor teria sido inútil se a graça de Cristo não a tivesse precedido. Pois como poderiam converter-se os pecadores se a mão de Deus de alguma maneira não os trouxesse pouco a pouco à verdade? Como poderia um solo dar frutos se alguém não houvesse antes ali plantado uma semente, ainda que pequenina e muito escondida? Seria como querer fazer o sol brilhar durante a noite, como diz Santa Teresinha. Porque ao homem, com efeito, é impossível praticar o bem e evitar o mal sem o socorro da graça divina, sem alguma moção ou inspiração que o eleve acima de sua miséria. Rezemos, pois, a São João Batista, que, embora fosse o precursor do nosso Salvador, sabia em sua humildade que as suas palavras jamais penetrariam o coração de seus ouvintes se o Cristo já não os houvesse preparado e disposto à conversão e ao arrependimento.

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