CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Evangelize compartilhando!
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Texto do episódio

Texto do episódio

imprimir

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 1, 29-34)

No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.

E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

Na liturgia antiga, no domingo entre a Oitava do Natal e a Epifania, a Igreja, ornada de paramentos brancos, costumava celebrar a festa do Santíssimo Nome de Jesus. Hoje, reduzida à categoria de memória facultativa, esta festa se pode celebrar no dia 3 de janeiro, e nela se recorda, como já então se fazia, o mistério redentor contido no adorável nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é, efetivamente, Deus que salva e nos concede, não só o perdão dos pecados, mas ainda o dom inefável da filiação divina. Sim, exclama hoje o Apóstolo S. João na primeira leitura, “desde já somos filhos de Deus”. No entanto, continua ele, ainda não “se manifestou o que seremos” (1Jo 3, 2), porque nós, embora nos tenhamos batizado e estejamos em graça, trazemos em nossa alma um tesouro inestimável cujo esplendor só veremos plenamente no céu. Somente lá, vendo a Deus face a face como Ele mesmo se vê, poderemos dar-nos conta das riquezas infinitas — graças, dons, méritos — que o Senhor depositou em nossas mãos.

Com efeito, uma só graça, por ser de ordem estritamente sobrenatural, é mais valiosa do que o bem natural de todo o universo (cf. S. Th. I-II, q. 113, a. 9, ad 2), de maneira que na alminha de uma criança recém-batizada há uma riqueza mais preciosa do que o conjunto de todas as coisas visíveis. Não é de espantar, portanto, que o mártir esteja disposto a entregar a própria vida, bem de ordem puramente natural, a fim de não perder a filiação que o une a Deus e lhe dá direito de herdar a glória que Ele nos tem preparada. Que possamos, pois, fazer render esse tesouro pela correspondência à graça divina e a obediência aos Mandamentos daquele que, constituído Salvador do mundo, nos enriquecerá ainda mais com a sua presença no céu. — De coração agradecido, repitamos hoje com S. Paulo: “Que ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, na terra e no inferno; e que toda língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória do Pai” (Fl 2, 10s).

Material para Download
Texto do episódioMaterial para downloadComentários dos alunos

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.