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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 8, 18-22)

Naquele tempo, vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.

Condições do discipulado. — Antes de enviar os discípulos em missão, deixa-lhes Cristo três avisos por ocasião de três pedidos. — a) A um escriba desejoso de juntar-se aos discípulos responde o Mestre: “As raposas têm suas tocas” etc. A resposta insinua que este escriba viera a Jesus, não para assumir melhor estado, entregando-se à vida de perfeição, mas por ambição de glória ou lucro. — b) Outro, chamado pelo Senhor, pede tempo para ir primeiro dar sepultura ao pai, isto é, para estar junto do pai prestes a morrer ou, talvez, para ajustar as últimas pendências do funeral do pai recém falecido. Não é necessário, embora muitos leiam assim, interpretar ao pé da letra as palavras do discípulo e supor que o pai deveria permanecer insepulto. Jesus, pelo contrário, a fim de mostrar que ao pregador do Evangelho nada deve ser caro, nada mais estimável do que a pregação do Reino de Deus, responde com severidade: “Deixa que os mortos sepultem os seus mortos”, isto é, deixa estes negócios da carne e do sangue aos que são alheios ao Reino de Deus e só pensam no que importa à carne e ao sangue; “tu, porém”, chamado a coisas mais altas, “vai e anuncia o Reino de Deus” (Lc 9, 60). — c) Um terceiro, mencionado apenas por S. Lucas, pede tempo para despedir-se dos que estão em casa. Mas Jesus, recorrendo a uma imagem tomada da agricultura, responde: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é” um bom lavrador ou, em sentido espiritual, “apto para o Reino de Deus” (Lc 9, 62), imagem claríssima a um habitante da Palestina, onde o lavrador deve manter os olhos fixos no sulco, para não meter o arado nos pedregulhos de que costumam estar cheios os campos arenosos daquela terra. — Em resumo, o discípulo de Cristo não deve ter o coração nem ambicioso nem apegado a nada deste mundo, por mais caro que seja à natureza humana, como os pais e familiares; mas deve desprender-se a tal ponto, que tudo entregue às mãos de Deus, que, longe de deixar a perder o que lhe confiarmos, o conservará muito melhor do que nós, recompensando-nos já nesta vida com mais do que poderíamos imaginar: “Ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições — e no século vindouro a vida eterna” (Mc 10, 29-30) [1]

Referências

  1. O texto desta homilia é uma tradução levemente adaptada de H. Simón, Prælectiones Biblicæ. Novum Testamentum. 4.ª ed., iterum recognita a J. Prado. Marietti, 1930, vol. 1, p. 442, n. 313.
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