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O livro do professor Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" (Editora Record, 2013), tornou-se um fenômeno de vendas instantâneo. Mesmo sendo um livro compendioso, de 615 páginas, a obra figurou em todas as listas dos mais vendidos da Internet, desde a semana de lançamento. Isso mostra o quanto o público brasileiro está sedento de informações – e informações verdadeiras.

O professor Olavo de Carvalho é um filósofo, no sentido genuíno da palavra. Além de possuir um pensamento filosófico próprio, ele procura a verdade de forma "cruel", com uma sinceridade destemida, de quem sai em sua busca sem medo do que irá encontrar ao final da investigação. Além de ter uma vasta obra filosófica – elaborada em livros como "A nova era e a revolução cultural", "O jardim das aflições" e "O imbecil coletivo" –, ele também dá a conhecer ao grande público algumas de suas reflexões e análises da realidade política, econômica e cultural do dia a dia brasileiro.

O trabalho intelectual do Padre Paulo Ricardo foi profundamente influenciado por Olavo de Carvalho. Como sacerdote fiel à Tradição e ao Magistério da Igreja, Padre Paulo tinha dificuldades para entender por que havia tantos empecilhos, fora e até dentro da Igreja, para transmitir a fé e a moral católicas. A partir de 2002, quando entrou em contato com o professor Olavo, ele começou a entender o motivo e, deste encontro profícuo com Olavo, nasceu o conhecido curso "Revolução e Marxismo Cultural".

Em "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", estão compilados 20 anos de trabalho jornalístico do professor Olavo. Sistematicamente organizada e repleta de inúmeras notas explicativas, esta edição, realizada por Felipe Moura Brasil, tem a virtude de oferecer um corpo bem organizado – e até enciclopédico, poder-se-ia dizer –, procurando introduzir o leitor no universo filosófico de Olavo de Carvalho.

O título pode parecer ofensivo a um olhar desatento, mas trata-se de um convite para que as pessoas saiam de seu mundo fechado e subam ao encontro da realidade. Como explica o próprio Olavo, "em grego, idios quer dizer ‘o mesmo’. Idiotes, de onde veio o nosso termo ‘idiota’, é o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez"[1]. A atmosfera cultural do Brasil está tragicamente contaminada por este alheamento à própria realidade, consequência de um processo epidêmico de idiotice coletiva.

As 615 páginas desta ótima edição são apenas a superfície do pensamento de Olavo de Carvalho. A quem estiver disposto a conhecer a fundo a sua obra e aprender verdadeiramente a pensar, recomenda-se o ingresso no Seminário de Filosofia (www.seminariodefilosofia.org). Quem está acostumado com a linguagem filosófica, pode ter uma noção do pensamento do professor através do texto "Elementos da filosofia de Olavo de Carvalho"[2], escrito por Ronald Robson, um de seus alunos, que faz uma espécie de mapeamento da sua filosofia, condensando-a em oito grandes blocos e orientando os leitores de "O mínimo" para os textos correspondentes a cada um destes blocos.

Aos demais interessados no livro, mas menos afeitos à filosofia, recomenda-se a recensão do jornalista Reinaldo Azevedo, publicada em seu blog[3]. Ele comenta que os artigos presentes no livro "impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir".

Assim como o contato com Olavo de Carvalho mudou por completo a atividade intelectual do Padre Paulo Ricardo, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" transformará totalmente a forma como seus leitores enxergam e concebem o mundo.

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