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Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
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Minha vida tem sentido, afinal?

Que os bichos não vejam sentido na existência, é o esperado. Mas o ser humano não é assim. E é exatamente a sua sede de sentido, e frustração por não o encontrar, que o torna muitas vezes doente. 

Fármacos podem até ajudar a aliviar determinados sofrimentos por que passamos. Mas só considerando o homem em sua totalidade — corpo e alma, cérebro e espírito — é que se curam certas doenças propriamente humanas, ausentes do mundo dos animais.

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Recapitulando

Nas primeiras aulas deste curso, em que investigamos por que o celular tem se transformado, para muitas pessoas, numa espécie de cachaça, olhamos, de modo panorâmico, interessantes descobertas neurológicas a respeito do cérebro humano. Vale reforçar que essas descobertas são importantes para que, na avaliação e na solução de problemas ocasionados pela adicção, não se caia num moralismo. É evidente que há um componente de ordem moral, um pecado, um erro, que deve ser confessado, que deve provocar o arrependimento. Mas não se pode perder de vista que há também um componente físico, cerebral. 

Imagine o ladrão que se arrepende de ter pulado o muro da casa, pois, no ato, quebrou a perna. O homem é preso, confessa seu erro, admite-se pecador. Do ponto de vista moral, está limpo. Mas e a perna? Será que ficou mais curta, mais fina, atrofiada? Será que perdeu em destreza? Ora, ainda que fiquem essas e outras sequelas do episódio, não é correto passar o resto da vida atribuindo cada passo manco a uma imoralidade. Isso seria neurotizar-se. A causa da marcha capenga não é o crime, que já foi esquecido e perdoado, mas uma condição física, que em si mesma...

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