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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 5, 12-16)

Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E, imediatamente, a lepra o deixou. E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”.
Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. 

  No Evangelho de hoje, um homem leproso se apresenta diante de Nosso Senhor e professa a onipotência de Jesus: “Senhor, se queres, Tu tens o poder de me purificar”, reconhecendo que, em Cristo, basta ter fé para as coisas acontecerem. Jesus, então, responde: “Quero. Fica purificado”, e depois pede ao recém-curado que se apresente aos sacerdotes como uma prova da realidade da cura, a fim de aumentar a glória do Senhor (cf. Lc 5, 12-14). E o Evangelho termina contando algo muito interessante: Jesus recolhe-se em oração, embora seja o próprio Deus que se fez homem. É o mistério do Cristo orante, tanto em sua vida pública quanto em momentos de recolhimento.

São Lucas conta que Nosso Senhor começou o seu ministério a partir do Batismo feito por São João Batista, com cerca de 30 anos de idade, e as pessoas julgavam que Ele era filho de José. Então, dali para a frente, Jesus aparece pregando o Evangelho, realizando curas e milagres, e constantemente rezando. 

Vejam o que diz esta página do Evangelho: “Não obstante, sua fama ia crescendo. Numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração” (Lc 5, 15-16). Nesse contexto, há aqui uma grande luz para iluminar nosso apostolado, sejamos nós sacerdotes ou leigos: a pregação eficaz do Evangelho está baseada em saber recolher-se e rezar.

Neste  relato, Jesus também mostra qual é a atitude de Deus para conosco na dinâmica da vida de oração. No início de nossa vida espiritual, quando estamos unidos intimamente ao Senhor, Ele dá sinais de sua presença com consolações e benefícios que manifestam a sua bondade infinita. Contudo, chega um momento em que Deus se retira e parece ter desaparecido, porque Ele agora quer que nós o busquemos do mesmo modo que fez antes conosco, tocando as nossas almas.

Então nós, feridos de amor, precisamos buscar o Tesouro Escondido, perseverando sempre na oração, ainda que não tenhamos nossas vontades satisfeitas nem recebamos consolações.

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